Zoox e os novos veículos autônomos: Uma das grandes tendências para 2021

Zoox e os novos veículos autônomos: Uma das grandes tendências para 2021

Nos últimos dois anos, a startup Zoox passou de uma empresa pouco conhecida para uma promissora potência da mobilidade urbana. Liderada por Aicha Evans (CEO) e Jesse Levinson (CTO), a empresa com sede na Califórnia era uma das diversas empresas que desenvolvem veículos autônomos no mundo. Em 2018, a Zoox chegou a ser avaliada em US $3.2 bilhões, mas logo depois entrou em uma briga judicial com a Tesla e, segundo o Financial Times, teve sua aquisição pela Amazon concluída em junho de 2020 por US $1.3 bilhão.

Criada por Levinson e o designer Tim Kentley Klay, a empresa “arrecadou quase  US $1 bilhão em duas rodadas [de investimento], contratou 500 pessoas e registrou 125 patentes de software, hardware e design enquanto arquitetava o desenvolvimento de um modelo autônomo integrado ao ecossistema de mobilidade.” Ainda em 2018, Klay foi substituído por Evans, uma ex-executiva da Intel, natural do Senegal e única mulher no comando de uma empresa de veículos autônomos.

“A Amazon está super animada para entrar em um novo mercado. É por isso que eles compraram o Zoox ”, afirmou Levinson em entrevista à Forbes. Vale ressaltar que os planos de produção de Zoox não têm ligação com a fabricante de caminhões elétricos Rivian, a qual a Amazon também investiu e encomendou 100.000 veículos de entrega.

Com o anúncio do novo veículo bidirecional autônomo, a Zoox deve agitar o mercado de autônomos e acelerar as iniciativas da Amazon neste mercado. Flagrado em dezembro, pelas ruas de São Francisco (veja ao lado e o vídeo abaixo), o veículo não possui espaço para motorista e deve seguir a linha do beep — leia mais aqui —, no transporte de pessoas e cargas.

Os veículos autônomos devem ser uma das grandes tendências para 2021. Em um ano em que a mobilidade e as “novas cidades” foram revistas, eles devem ganhar um novo significado para o transporte urbano. Além disso, empresas como a QuantumScape, têm trabalhado em novas soluções para as baterias de veículos autônomos, um dos grandes desafios da nova tecnologia, possibilitando um salto na autonomia dos carros e na capacidade de ciclos de cargas.

“A parte mais difícil de fazer uma bateria de estado sólido [modelo desenvolvido pela QuantumSacape] é a necessidade de atender simultaneamente aos requisitos de alta densidade de energia, carga rápida, ciclo de vida longo e operação em ampla faixa de temperatura [um dos maiores desafios, já que é esta faixa de temperatura que gera superaquecimentos]“, afirma Michael Stanley Whittingham, vencedor do Prêmio Nobel de Química 2019 e co-inventor da bateria de íons de lítio. “Esses dados mostram que as células do QuantumScape atendem a todos esses requisitos, algo que nunca foi relatado. Se eles puderem colocar essa tecnologia em uma produção em massa, terá o potencial de transformar toda a indústria.”