Google e Signify: Carbono zero e o fim das embalagens plásticas

A Alphabet, empresa-mãe do Google, anunciou nesta segunda (14), que pretende neutralizar todas as emissões de CO2 até 2030. O anúncio, feito pelo CEO da empresa, Sundar Pichai, é a resposta aos funcionários que, em 2019, escreveram uma carta à diretoria cobrando medidas em relação ao meio ambiente.

Segundo o documento, a iniciativa de carbono zero era a primeira demanda, além do fim de contratos com empresas de extração de combustíveis fósseis e de doações para políticos que apoiem grupos negacionistas da mudança climática. “O problema é tão imenso que muitos de nós precisamos mostrar o caminho e mostrar soluções”, disse Pichai à Reuters.


Leia também: Jeep em Goiana: A primeira planta carbono neutro e o desenvolvimento social da região


A preocupação com os impactos ambientais das gigantes de tecnologia é algo muito válido. “Uma simples busca no Google consome energia suficiente para manter uma lâmpada LED ligada por 3 minutos. (…) Calcula-se que a computação em nuvem nos custa cerca de 2% de toda eletricidade mundial e emitem quase tanto CO2 quanto a indústria aérea”, é o que afirma a série Era dos Dados, do Netflix (leia mais sobre no texto “Era dos Dados: Uma série sobre perguntas que nem mesmo sabíamos que existiam”).

Signify: Da lâmpada LED para a embalagem: Carbono zero em 2020, fim do plástico em 2021

A Signify, antiga Philips Lighting e líder mundial em iluminação, acaba de anunciar que alcançou a neutralidade de carbono em todas as suas operações em todo o mundo, além de usar eletricidade 100% renovável. A empresa reduziu suas emissões operacionais em mais de 70% desde 2010, tendo mudado para tecnologias mais eficientes em termos de energia em suas instalações, para modos de transporte mais sustentáveis e planejamento de logística otimizado, e menos viagens, mas de uma forma mais sustentável.

Além disso, também usa eletricidade 100% renovável, apoiada por dois contratos de compra de energia, um no Texas e o segundo na Polônia. O balanço das reduções de emissões é alcançado por meio de um programa de compensação de carbono com projetos que visam beneficiar o bem-estar das comunidades locais.

“Estou extremamente orgulhoso de todos os funcionários da Signify e agradeço a eles por apoiarem nosso objetivo de neutralidade de carbono. É uma conquista verdadeiramente significativa para nós e apelamos a muitos outros para se juntarem a nós”, disse Eric Rondolat, CEO da Signify. “No entanto, o mundo ainda enfrenta mudanças demográficas, urbanização, mudanças climáticas e escassez de recursos. Este não é um momento para fazer uma pausa e comemorar, mas um momento para nos tornarmos ainda mais ambiciosos e acelerar nossos esforços para enfrentar esses desafios. O crescimento para a sustentabilidade e a oferta de um ótimo lugar para trabalhar estão firmemente ancorados como partes centrais da estratégia de nossa empresa. Isso significa que, quando se trata de sustentabilidade, iremos além da neutralidade de carbono e dobraremos nosso impacto positivo no meio ambiente e na sociedade em 2025”.

“A década de 2020 é a Década do Clima, pois precisamos reduzir pela metade as emissões globais até 2030 para nos colocar no caminho certo para cumprir as metas do acordo de Paris, então precisamos que mais empresas sigam o exemplo da Signify na definição de suas próprias metas líquidas zero”, afirma Helen Clarkson, CEO do The Climate Group.


Leia também: Da garrafa ao cartão de crédito: A luta contra os produtos plásticos


Segundo a empresa, “como parte de nosso compromisso com a ação climática (ODS13), iremos além da neutralidade de carbono e reduziremos as emissões de carbono em toda a nossa cadeia de valor. Já em 2025, atingiremos a meta de 2031 estabelecida para as empresas no acordo de Paris de limitar os aumentos de temperatura a 1,5 °C durante os períodos pré-industriais. Faremos isso aumentando a eficiência energética de nosso portfólio, o que reduzirá as emissões de nossos clientes, e promovendo reduções de carbono em nossos fornecedores.”

Outra frente em prol do meio ambiente são as embalagens. Como parte de sua política, a Signify começará a eliminar gradualmente todo o plástico das embalagens de produtos voltados ao consumidor em 2021. Atualmente, as políticas de embalagens da empresa já exigem que todas as embalagens contenham mais de 80% de papel reciclado e materiais virgens devem ser de fontes renováveis certificadas. Nos casos em que os materiais à base de papel não são aplicáveis, a Signify analisa outras alternativas não plásticas. A Signify já iniciou a eliminação progressiva do plástico removendo as inserções de plástico comumente usadas nas embalagens das lâmpadas Philips Hue. Também selecionou espuma de papel para embalar a recém-lançada Philips Hue Play HDMI Sync Box.

Google e Signify: Carbono zero e o fim das embalagens plásticas

Ao eliminar gradualmente o plástico usado nas embalagens dos produtos para consumo, a Signify evitará o uso de mais de 2,5 toneladas de plástico por ano. Isso equivale a 125 milhões de garrafas PET que, colocadas em uma fileira, se estenderiam por mais de 8.000 quilômetros (aproximadamente a distância entre Brasil a Espanha), além de 6.000 toneladas por ano — equivalente à quantidade de CO2 que 270.000 árvores totalmente crescidas podem absorver ano.

“O desperdício de plástico tem um impacto muito negativo em nosso planeta e em sua biodiversidade e decidimos que devemos assumir um papel de liderança e começar a usar alternativas sem plástico. É a coisa certa a fazer e atende às crescentes expectativas de nossos clientes”, afirma Rondolat. “Estou ansioso pelo momento em que possamos anunciar que não usamos mais plástico em nossas embalagens”.

Assine nossa newsletter!

Para conferir em primeira mão os conteúdos do InovaSocial em seu e-mail, assine agora nossa newsletter.
Insira o seu e-mail