Da garrafa ao cartão de crédito: A luta contra os produtos plásticos

Nos últimos meses, transformamos o nosso modo de consumo. Seja no aumento de produtos em casa, que — consequentemente — fizeram com que o lixo doméstico aumentasse, ou no elevado volume de produtos de limpeza (ouça nosso podcast abaixo), o modo como consumimos praticamente tudo mudou de uma hora para outra. Essa mudança de comportamento afeta diretamente o meio ambiente e já é previsto que a quantidade de lixo plástico despejada nos oceanos todos os anos quase triplicará até 2040, chegando a 29 milhões de toneladas métricas.

A boa notícia é que grande parte da população entendeu o atual cenário. Atualmente, mais de três quartos das pessoas dizem estar “muito preocupadas” com o meio ambiente e acham que as empresas deveriam estar fazendo mais para lidar com seu impacto no planeta. Enquanto os consumidores procuram maneiras de ajudar a combater as mudanças climáticas por meio de suas próprias ações positivas, muitos estão limitando a utilização de plásticos usados uma única vez. 

Os exemplos vêm das mais diversas áreas. A Diageo, produtora de bebidas, entre elas a Johnnie Walker, anunciou recentemente uma embalagem de papel e 100% livre de plástico para a nova garrafa de Johnnie Walker Black Label. Com previsão para chegar ao mercado em 2021, a nova embalagem é feita de celulose de origem sustentável e será totalmente reciclável.


Leia também: O ciclo de vida (quase infinito) de uma garrafa plástica


“Estamos orgulhosos de termos criado essa embalagem inédita. Buscamos constantemente nos superar, e essa embalagem sustentável tem o potencial de ser um grande marco. Há muito sentido em estreá-la com a Johnnie Walker, uma marca que sempre abriu caminhos para a inovação em seus 200 anos de vida”, afirmou Ewan Andrew, diretor global de sustentabilidade da Diageo, em comunicado.

A iniciativa da Diageo faz parte de seu compromisso com o item 12, de consumo e produção responsável, dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. A diretriz para este objetivo é assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis e as metas incluem reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial; alcançar o manejo ambientalmente saudável dos produtos químicos e todos os resíduos; e reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso; entre outros.

Plásticos Recicláveis: O setor de pagamentos rumo a um futuro mais sustentável

A Mastercard, por exemplo, trabalhou com parceiros globais do setor para desenvolver um programa de cartões sustentáveis para todos os emissores de cartões plásticos em todo o mundo. Um novo catálogo de materiais e fornecedores sustentáveis ​​para produtos de cartão de pagamentos tem como objetivo tornar escolhas sustentáveis a primeira opção de todas as instituições financeiras no mundo e impulsionar uma inovação aprimorada.

Hoje, as ofertas de cartões sustentáveis ​​da Mastercard estão disponíveis para consumidores em mais de uma dúzia de países em todo o mundo, e mais de 60 instituições financeiras emitiram cartões com materiais aprovados feitos de plásticos recicláveis, de fontes biológicas, sem cloro, degradáveis ​​e amigáveis aos oceanos. Entre essas instituições estão o Crédit Agricole e o Mauritius Commercial Bank (MCB), bem como o Santander, que emitirá esses cartões em breve. Com esse recurso, os bancos poderão aprender mais sobre essas alternativas, conectar-se aos fabricantes de cartões e, por fim, aumentar suas próprias iniciativas de sustentabilidade com uma mudança sistêmica em sua cadeia de suprimentos.

Essa iniciativa é um novo marco de um esforço de vários anos que levará ao lançamento do sistema de certificação global da Mastercard para cartões sustentáveis ​​aprovados. Ele se baseia na GPP (Greener Payments Partnership), formada em 2018 pela Mastercard e os fabricantes de cartões Gemalto, Giesecke+Devrient e IDEMIA para estabelecer as melhores práticas ambientais e reduzir o uso de plástico PVC de primeira utilização na fabricação de cartões. Seis bilhões de cartões de pagamento são produzidos a cada ano, geralmente de PVC. Esses cartões são substituídos, em média, a cada três a quatro anos, e os cartões descartados vão para aterros em todo o mundo.

“Nosso objetivo é simples: queremos ajudar os bancos a oferecer mais cartões ecológicos aos consumidores e estamos tomando medidas concretas para promover essa mudança. Dessa forma, todos se beneficiam – é melhor para o meio ambiente, é melhor para os negócios e atende às crescentes necessidades dos consumidores”, diz Ajay Bhalla, Presidente de Cyber ​​& Intelligence da Mastercard. “Estamos empolgados em ver nossos esforços ganhando força em tantas partes do mundo e esperamos que mais organizações se unam a nós, pois usamos o nosso poder coletivamente para o bem para enfrentar esses desafios ambientais urgentes”.

Imagem Destaque: Andrew Stripes/Shutterstock

Assine nossa newsletter!

Para conferir em primeira mão os conteúdos do InovaSocial em seu e-mail, assine agora nossa newsletter.
Insira o seu e-mail