World Changing Ideas 2020: De casas impressas a linguiça plant-based

Todos os anos, a Fast Company promove o “World Changing Ideas” (“Ideias que estão mudando o mundo”, em tradução livre), prêmio que homenageia empresas e organizações que impulsionam mudanças no mundo. A edição 2020 recebeu quase 3 mil inscritos — número recorde do prêmio. Os 26 vencedores foram selecionados por uma lista de especialistas do mundo do empreendedorismo social, filantropia, capital de risco e áreas relacionadas. Como é costume nos últimos 3 anos (veja aqui a edição 2018 e 2019), o InovaSocial replica os resultados do prêmio em um texto e inclui alguns comentários. A edição deste ano não poderia ser diferente e aqui estão alguns destaques!

ICON: Casas impressas em 3D, uma solução para o grande desafio das moradias

O destaque na categoria Excelência Geral já foi tema de um texto do InovaSocial em dezembro de 2019. A ICON empresa focada no desenvolvimento de tecnologias para construção, foi uma das responsáveis pela primeira comunidade de casas impressas em 3D do mundo. Localizadas em Tabasco, no México, as primeiras casas foram doadas para famílias locais que atualmente vivem em situação de extrema pobreza. Construídas (a.k.a. impressas) pela Vulcan II, uma impressora especialmente projetada para a iniciativa e capaz de funcionar sob as condições comuns de uma área de difícil acesso, cada casa possui 150 m² e utiliza uma mistura de concreto aplicado em camadas. Você pode conferir detalhes da construção e da iniciativa, feita em parceria com a ONG New Story, no texto “Primeira comunidade de casas impressas em 3D do mundo tem suas primeiras casas inauguradas”.

Rastrum: Imprimindo células na luta contra o câncer

Se a ICON imprime casas, a Inventia imprime algo bem menor: células. Desenvolvida pela empresa australiana, a Rastrum é uma impressora 3D capaz de imprimir células cancerígenas vivas para que cientistas possam testar novas drogas. A bioimpressão, como é chamado a tecnologia, promete ser uma das grandes tendências da medicina e, no futuro, será capaz de imprimir órgãos humanos, facilitando os transplantes e impulsionando pesquisas farmacêuticas que necessitam de testes em órgãos humanos. O atual sistema da Inventia funciona assim: células retiradas de um paciente são usadas para produzir o suprimento de “bio-tintas”. Essa matéria-prima é usada na impressão de placas de cultura, ao serem disparadas gotículas microscópicas camada por camada. Para complementar essa leitura, sugiro que leia nosso texto “Como serão as cidades do futuro nos próximos 100 anos?”, onde citamos a bioimpressão como uma importante tendência.

Fazenda do Futuro: Um representante brasileiro na lista de inovações

É bem provável que você já tenha ouvido falar algo sobre a Fazenda do Futuro. Criadora do Futuro Burger, hambúrguer plant-based, e primeira foodtech brasileira, a Fast Company afirma que “esta empresa está introduzindo proteínas à base de plantas em uma nação que ama carne.” A publicação não está errada. Depois do hambúrguer, da carne moída e das almôndegas vegetais, a Fazenda do Futuro agora traz a Linguiça do Futuro, uma “revolucionária linguiça de planta com textura e gosto de linguiça de pernil”, segundo a empresa. Produzida a partir de proteínas de ervilha, soja, grão de bico e beterraba, e pele de alga marinha; esta é a primeira iniciativa da empresa que tenta reproduzir a proteína do porco em alimentos plant-based. 

Além dos produtos com forte apelo na responsabilidade ambiental, no início do mês (07), a Fazenda do Futuro anunciou a criação de um fundo emergencial de R$ 100 mil para auxiliar estudantes da pós graduação de universidades públicas que estejam envolvidos em pesquisas acadêmicas sobre a Covid-19. Os interessados devem enviar um e-mail pelo site oficial da marca. Em declaração para o Estadão, Marcos Leta, fundador da Fazenda Futuro, explicou que “neste momento, entendemos que há algo muito maior e prioritário no direcionamento dos nossos investimentos em marketing. Nossa marca já tem em sua essência um chamado para que as pessoas repensem um hábito alimentar que causa impactos diretos à sustentabilidade do planeta, que é o consumo de carne de origem animal. Aqui dentro dizemos que o futuro é agora, mas para que ele realmente seja universal, precisamos nos movimentar”.

Em agosto de 2019, o InovaSocial fez um review do Futuro Burger no texto “Os alimentos plant-based que imitam carne são feitos para quem?”. Já no texto “Tendências para 2020: Ideias que mudarão o mundo – Parte 1”, onde selecionamos as principais tendências do ano, falamos mais sobre o crescimento dos alimentos plant-based.

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