Drones na Tanzânia: Quando remédios e esperança vêm pelo céu

Manter um estoque suficiente de medicamentos pode ser um grande desafio para alguns países, especialmente se estamos falando de um país grande e com pouca infraestrutura. Esse é o caso da Tanzânia, na África Oriental, que é incapaz de atender às necessidades de alguns de seus postos de saúde. Pensando nisso, algo inovador precisou ser criado para resolver o problema.

Drones médicos e sua importância para a Tanzânia

A Tanzânia é um país grande com pouca infraestrutura, isso causa atrasos na entrega de suprimentos médicos em áreas remotas, o que, por sua vez, resulta em um serviço de saúde de baixa qualidade. E quando há falta de ajuda médica adequada, a morte de pessoas se torna algo tragicamente inevitável. Segundo os dados do governo da Tanzânia, o país tem uma das piores taxas de mortalidade materna do mundo, com 556 óbitos a cada 100.000 partos. O motivo da maioria dessas mortes é hemorragia após o parto. Em um país com alta taxa de mortalidade materna e também por Malária, um drone que voa 100 km por hora pode ser a melhor solução para essa questão.

Quando remédios e esperança vêm pelo céu

A partir desse problema, um projeto está usando drones para levar não só medicamentos, mas também esperança, a um país onde a assistência médica sofre com tantos problemas. Projetados pela empresa californiana Zipline, os drones levam medicamentos, sangue e vacinas duas vezes ao dia para 1.000 unidades médicas em toda a Tanzânia.

O projeto está abordando primeiramente instalações de saúde na capital de Dodoma e nas regiões que cercam a cidade. Além de fornecerem uma quantidade suficiente de medicamentos, os drones também podem reduzir os custos com entregas regulares. Os veículos aéreos levam apenas 30 minutos para chegar ao seu destino, enquanto os veículos de entrega regular fazem uma viagem de mais de quatro horas usando estradas. O drone desenvolvido pela Zipline é produzido com materiais sustentáveis, de fácil reparo e também de baixo custo, sem perder a qualidade, o que também são pontos positivos para a sustentabilidade do projeto.

“Há uma mudança de paradigma no pensamento de que toda inteligência artificial começará nos países ricos; na verdade, isso acontecerá nos países pobres. As nações africanas estão mostrando ao mundo como se faz,” afirmou Keller Rinaudo, CEO da Zipline.

Além de desenvolver o projeto, a Zipline forneceu a cada um dos quatro centros de distribuição da Tanzânia 30 drones capazes de transportar cerca de 1,5kg em suprimentos. Os médicos e enfermeiros podem solicitar medicamentos, sangue ou vacinas necessários através de mensagens de texto.

Assim que estiver em completo funcionamento, esse projeto será o maior sistema de entrega de drones do mundo.

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