Cientistas brasileiros estão usando pele de tilápia para tratar queimaduras

Cientistas brasileiros estão usando pele de tilápia para tratar queimaduras

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará estão experimentando um novo tratamento para queimaduras graves com a pele tilápia. Sim, o peixe! O procedimento está passando por testes e pode ser uma solução para aliviar a dor das vítimas e reduzir custos médicos.

Há muito tempo, usa-se pele porco congelada e também tecido humano para aplicação em queimaduras, mantendo a região afetada úmida e garantindo transferência de colágeno, uma proteína que promove a cura do tecido danificado, mas nossos hospitais públicos não possuem um grande suprimento de pele de porco e tecido humano, o que acaba dificultando muito o processo de tratamento de pacientes vítimas de queimaduras. Em vez disso, o tratamento é feito com atadura de gaze, que precisa de mudanças regulares e dolorosas.

A tilápia é abundante nos rios e fazendas de peixes do Brasil e os cientistas envolvidos no projeto descobriram que a pele desse possui umidade, colágeno e resistência a doença em níveis comparáveis à pele humana, resultado a cura do tecido de forma mais barata e menos dolorosa. O tratamento com tilápia pode ser muito mais rápido, comparado ao tradicional, reduz a necessidade de medicação contra a dor e, além disso, o custo é 75% mais barato.

Os pesquisadores esperam que o tratamento seja comercialmente viável e encoraje as empresas a adotar a pele de tilápia para uso médico.

Para saber mais, assista à matéria abaixo, do Canal UFCTV (produção da Universidade Federal do Ceará):

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