Índice de Tendências do Trabalho: Resultados e considerações sobre o trabalho remoto

A Microsoft anunciou nesta terça-feira (23), as descobertas do seu primeiro ano do Índice de Tendências do Trabalho. O estudo global “The Next Great Disruption is Hybrid Work — Are We Ready?” (“A próxima grande disrupção é o trabalho híbrido — Você está pronto?”, em tradução livre) incluiu pesquisas de quatro países latino-americanos: México, Brasil, Colômbia e Argentina, e revela sete tendências do trabalho híbrido:

  1. O trabalho flexível veio para ficar;
  2. Os líderes estão fora de contato com os funcionários e precisam perceber isso;
  3. A alta produtividade está mascarando uma força de trabalho esgotada;
  4. A Geração Z está em risco e precisa ser reenergizada;
  5. Redes contraídas estão colocando em risco a inovação;
  6. A autenticidade estimulará a produtividade e o bem-estar;
  7. O talento está em todo lugar em um mundo de trabalho híbrido.

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O Índice de Tendências do Trabalho mostra que os líderes devem resistir à necessidade de ver o trabalho híbrido da mesma forma que o trabalho tradicional. É necessária a reformulação de antigas suposições. “As escolhas que você faz hoje afetarão sua organização nos anos seguintes. É um momento que requer visão clara e uma mentalidade de crescimento”, citou Jared Spataro, Vice-presidente Corporativo do Microsoft 365. “Essas decisões impactarão em todos os sentidos, desde como você molda a cultura da organização, até como você atrai e retém talentos, e como você pode promover melhor a colaboração e a inovação.” As descobertas sugerem que este último ano mudou fundamentalmente a natureza do trabalho: 

  • As tendências de colaboração no Microsoft Teams e no Outlook sugerem que nossas redes se contraíram, mas o trabalho híbrido irá revivê-las;
  • O tempo gasto em reuniões mais do que dobrou globalmente, e mais de 40 bilhões de e-mails foram entregues no mês de fevereiro deste ano em comparação com o anterior;
  • O trabalho tornou-se mais humano. Quase 40% dizem que se sentem mais confortáveis trazendo um “eu completo” para o trabalho do que antes da pandemia, com um em cada seis relatando que chorou junto com um colega este ano.

As descobertas também mostram que estamos à beira de uma disrupção no espaço de trabalho:

  • 73% dos trabalhadores entrevistados querem que as opções flexíveis de trabalho remoto;
  • Os anúncios de trabalhos remotos no LinkedIn aumentaram mais de 5 vezes durante a pandemia;
  • Mais de 40% da força de trabalho global está considerando deixar seu empregador este ano e 46% estão planejando se mudar agora que podem trabalhar remotamente.

Além disso, quando olhamos para países da América Latina, entre eles o Brasil, podemos observar que existem mudanças individuais bem acentuadas, quando comparadas com o resto do mundo:

  • 31% dos trabalhadores na América Latina sentem-se exaustos (contra a média global de 39%) e 42% se sentem sobrecarregados (contra a média global de 54%);
  • 54% dos trabalhadores remotos na América Latina sentem-se mais propensos a serem eles mesmos no trabalho hoje em comparação com o ano passado (contra a média global de 44%);
  • 49% dos trabalhadores na América Latina dizem que suas interações com colegas de trabalho diminuíram (em comparação com a média global de 40%);
  • 53% dos trabalhadores na América Latina estão considerando uma mudança de carreira esse ano (contra a média global de 46%).

“Durante esta pandemia, observamos uma rápida aceleração de certas tendências pré-COVID. Mas talvez uma das tendências mais empolgantes seja esse aumento no trabalho remoto. Conforme a oportunidade é democratizada com o trabalho remoto e o movimento de talentos, veremos uma disseminação de habilidades em todo o país, e este é o momento para os líderes empresariais aproveitarem a oportunidade para acessar diferentes habilidades e talentos que não estavam disponíveis anteriormente para eles.”, afirma Karin Kimbrough, Economista-Chefe do LinkedIn.

O Índice de Tendências do Trabalho descreve os resultados de um estudo com mais de 30.000 pessoas em 31 países, além da análise de trilhões de sinais agregados de produtividade e trabalho em todo o Microsoft 365 e o LinkedIn. Também inclui perspectivas de especialistas que estudam questões como a colaboração, o capital social e o design espacial no trabalho por décadas. O relatório completo (em inglês) pode ser acessado neste link.

Imagem destaque: fizkes/Shutterstock

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