Profissionais querem flexibilidade, preocupação com valores e bem-estar

Profissionais querem flexibilidade, preocupação com valores e bem-estar

Um novo estudo da Atlassian e da PwC Australia mostra que os trabalhadores dos EUA e da Austrália, distribuídos em uma ampla gama de setores, estão priorizando sua saúde mental mais do que nunca. Ainda de acordo com o estudo, mais de 50% dos 6000 profissionais entrevistados disseram que consideravam mudar de emprego para ter acesso a oportunidades de trabalho remoto e/ou estão dispostos a renunciar a uma promoção para proteger sua saúde mental. No entanto, não é só o próprio bem-estar que os profissionais estão preocupados. Mais de 60% dos trabalhadores também desejam que seus empregadores tomem medidas em relação às questões sociais e ambientais; tais como mudança climática, igualdade e pobreza.

Flexibilidade, preocupação com valores e bem-estar em primeiro lugar são reflexos das novas gerações. As gerações Y e Z deram, de uma forma geral, uma nova perspectiva sobre o trabalho. No texto “Geração Z: Quem são eles e o que eles querem?“, de 2019, já mostramos que essa mudança seria inevitável. “O principal fator que diferencia a Geração Z dos Millennials é um elemento de autoconsciência, em vez do egocentrismo”, comenta Marcie Merriman, diretora executiva da Ernst & Young, no relatório “Rise of gen Z: new challenge for retailers” (leia o estudo completo aqui).

Já seria comum diferentes perspectivas entre gerações, mas adicione uma mudança disruptiva no cotidiano (algo que vimos com a pandemia) e temos um novo mundo. Segundo a pesquisa da Atlassian, 40% dos trabalhadores estão dispostos a mudar de emprego se isso significa trabalhar de casa. Para esse percentual, já não faz mais sentido se locomover de casa para o trabalho todos os dias. Do ponto de vista do empregador, a reflexão não é diferente. Arvind Krishna, CEO da IBM, afirmou recentemente: “Por que eu, como empregador, deveria me importar [se o trabalhador está no escritório ou em casa], contanto que você consiga fazer o trabalho e seja altamente produtivo?”. Em um mundo onde classificamos metaverso como tendência, já não faz tanto sentido o cartão de ponto ou de onde você está trabalhando.

Segundo Dom Price, chefe de P&D e futurista da Atlassian, “todos nós sobrevivemos aos últimos 18 meses, mas é hora de definir nossas metas além disso. Ninguém tem todas as respostas, então vamos experimentar novas maneiras de trabalhar e treinar nossas equipes durante esses tempos de mudança. Isso significa menos ênfase no gerenciamento de tarefas e mais no gerenciamento de pessoas — menos falar e mais ouvir, sempre mantendo o foco na saúde mental e no bem-estar.”

Não é só o estudo da Atlassian que mostra este cenário. Um estudo global da Lenovo, que entrevistou mais de 15 mil pessoas em 10 países diferentes, descobriu o quanto os trabalhadores do conhecimento global estão dispostos — principalmente a força de trabalho mais jovem — a mudar de ambiente no dia a dia e a trabalhar em destinos remotos, enquanto contribuem para a comunidade. Cerca de 70% dos respondentes da Geração Z e dos Millennials afirmam que preferem trabalhar mais horas de um local distante escolhido por eles do que ir todos os dias ao escritório.

Os dados revelam que mais de três a cada quatro respondentes da Geração Z e dos Millennials se sentem mais produtivos, criativos e inspirados quando fazem trabalho remoto. Isso também mostra a mentalidade da força de trabalho mais jovem na luta para fazer uma diferença positiva, independentemente do local de trabalho, e 86% dos respondentes da Geração Z enxergam a importância de atrair atenção para a comunidade local de onde trabalham e apoiá-la, em quesitos como questões ambientais e sociais. O estudo também afirma que:

  • Quatro a cada cinco pessoas entre 18 e 40 anos de idade acreditam que trabalhar de qualquer lugar seja proveitoso para a sociedade, comunidades, empregadores e empregados;
  • 61% consideram “extremamente importante” retribuir e causar um impacto positivo na comunidade local (aumentando para 68% da Geração Z e 67% dos Millennials);
  • Quase 80% dos respondentes internacionais dizem que “trabalhar de qualquer lugar” melhoraria seus relacionamentos pessoais;
  • 63% dos respondentes afirmam estar dispostos a trabalhar de qualquer lugar do mundo, e quase dois terços (65%) ficam satisfeitos em trabalhar um maior número de horas se isso significar que podem trabalhar de um local remoto;
  • 91% dos Millennials declaram que é muito importante estimular a economia local ao “trabalhar de qualquer lugar”;
  • 60% dos respondentes acreditam que a sua tecnologia atual permitiu que trabalhem com maior flexibilidade, aumentem a produtividade e atinjam seu potencial total (aumentando para 67% da Geração Z e 66% dos Millennials);
  • 77% dos respondentes estão empolgados com as novas tecnologias emergentes que efetivamente facilitarão o “trabalhar de qualquer lugar”.

Com base neste novo cenário, a Lenovo lançou o projeto Work for Humankind, uma iniciativa que convoca voluntários de todo o mundo a participarem dessa oportunidade única: fazer a diferença enquanto trabalham de um dos locais mais remotos do mundo com algumas das tecnologias mais avançadas e inteligentes, e participam do dia a dia de uma comunidade afastada.

A Ilha Robinson Crusoé (localização do Work for Humankind) é um destino situado a aproximadamente 700 km a oeste da área continental do Chile e é um dos locais com maior riqueza ecológica no planeta. Atualmente, enfrenta muitos desafios nesse mundo em constante transformação e isso inclui o acesso à educação, saúde, o impacto da degradação do meio ambiente e as espécies invasoras. A comunidade local, a organização internacional sem fins lucrativos Island Conservation e o governo do Chile criaram vários projetos voltados para a comunidade ao longo da última década para solucionar esses problemas.

Porém, frequentemente esses esforços são prejudicados por desafios de telecomunicações e tecnologia. Apesar disso, a comunidade da ilha está empenhada em proteger e conservar o seu legado natural e cultural e pretende conquistar a sustentabilidade por meio de uma maior independência para atender às necessidades de alimentos e energia, entre outras.

O projetoWork for Humankind enviará voluntários selecionados com capacitação, formação e especialização de diferentes áreas para trabalhar na Robinson Crusoé ajudando a impedir a extinção das espécies ameaçadas e a apoiar a comunidade local no trabalho para conquistar a sustentabilidade. Os interessados em se tornar um dos voluntários que irão trabalhar na Ilha de Robinson Crusoé poderão candidatar-se no site da iniciativa Esqueça o “viver para trabalhar”: Profissionais querem flexibilidade, valores e bem-estar até dia 30 de dezembro de 2021.

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Créditos: Imagem Destaque – fizkes / Shutterstock