As 100 empresas mais sustentáveis do mundo em 2020: 3 brasileiras estão no ranking

Quem são as 100 empresas mais sustentáveis do mundo? Em quais mercados elas atuam e onde se concentram? O ranking divulgado em janeiro — e elaborado desde 2005, pela canadense Corporate Knights, empresa de pesquisa e mídia focada em clean capitalism, mostra que do total de empresas avaliadas, apenas 6 estão hemisfério sul (3 no Brasil, 1 na África do Sul e 2 na Austrália). Como forma de avaliação, as companhias tiveram 21 indicadores de performance (KPIs, em inglês), nas categorias de: gerenciamento de recursos (energia, água, emissão de CO2, detritos, entre outros); gerenciamento financeiro (capacidade de inovação e remuneração média dos funcionários); gerenciamento de pessoas (rotatividade de funcionários e mulheres em cargos de liderança) e receita “limpa” (porcentagem do total de receita derivada de produtos e serviços “limpos”).

O Brasil foi o único país da América Latina a ter empresas no ranking e o único no hemisfério sul com 3 delas no Top 100; Banco do Brasil (9°), CEMIG (19°) e Natura Cosméticos (30°). Apesar dos bons resultados aparentes, principalmente a nona posição do Banco do Brasil, as empresas brasileiras caíram no ranking, em relação ao ano anterior. Em 2019, Banco do Brasil apareceu em 8°, enquanto CEMIG manteve a 19ª posição e Natura caiu de 15ª para 30ª colocação no ranking de empresas mais sustentáveis do mundo.

Já o grande destaque do ranking ficou para os países escandinavos. A Dinamarca, com 5 empresas no ranking, assumiu a liderança com ranking com a Ørsted (energia) e Chr. Hansen Holding (biociência e alimentos). A Finlândia, com 6 empresas no ranking, ficou em terceiro lugar com a Neste Oyj, empresa petrolífera. Apesar de levar em conta os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e a Governança ambiental, social e corporativa (ESG, sigla em inglês), o termo “sustentável”, que nomeia o ranking, não é totalmente ligado ao meio ambiente. A Corporate Knight leva em conta empresas lucrativas, altamente competitivas, e que seguem as novas diretrizes do capitalismo de criar valor para todos os públicos da organização, e não apenas gerar lucros para os acionistas. Por isso a presença de petrolíferas no topo do ranking. O ranking completo pode ser acessado neste link.

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