Startup israelense entra na corrida pela carne impressa em 3D perfeita

Na cidade de Rehovot, em Israel, uma impressora 3D do tamanho de um refrigerador industrial está trabalhando na função de imprimir bifes à base de plantas. Desenvolvida pela Redefine Meat, startup lançada por cofundadores que se conheceram durante o desenvolvimento de impressoras digitais na HP, essa impressora 3D tem o objetivo de replicar um pedaço de carne, imprimindo um modelo 3D complexo de camadas que são chamadas de “alt-muscle“, “alt-fat” e “alt-blood“.

A empresa venderá as impressoras para restaurantes, que podem adaptar a receita digital para que “as mudanças no produto tenham custo ou complexidade zero”, diz ele o cofundador e CEO Eshchar Ben-Shitrit.. “Podemos usar um modelo 3D de um produto de carne totalmente diferente com a mesma máquina, processo e ingredientes, enquanto as tecnologias tradicionais de produção de alimentos precisam mudar formulações inteiras. Também podemos modificar um bife para que ele fique mais macio, mais duro, mais suculento, com menos gordura e muito mais – tudo com um simples clique de um botão.”

No ano passado, a Redefine Meat realizou uma rodada uma rodada de investimentos liderada pela CPT Capital, um dos primeiros investidores da Beyond Meat e Impossible Foods. Além disso, a empresa vem trabalhando com chefs, açougueiros, técnicos em alimentos e especialistas em sabor para tentar recriar a textura e a sensação que um bife de verdade tem e transmite.

“Estamos trabalhando para recriar toda a gama de produtos de carne provenientes de animais”, diz Ben-Shitrit. “No entanto, o bife é o símbolo mais forte e mais significativo do que é ‘carne’. É também o produto mais desafiador do ponto de vista técnico. Ele não apenas possui uma estrutura, uma textura e um sabor muito exclusivos, mas, do ponto de vista culinário, não é acompanhado por um pão ou outros elementos que podem mascarar a experiência sensorial [em referência aos já famosos hambúrgueres de planta].”

Como outras carnes plant-based, o novo produto tem vantagens ambientais. Segundo a Redefine Meat, seu processo usa 90% menos água e 95% menos terra e emite 90% menos dióxido de carbono do que a carne de uma vaca de verdade. A carne impressa em 3D também é mais saudável, com menos gordura que carne de verdade e sem colesterol, mas com a mesma quantidade de proteína e mais fibra.

A startup começará a testar as impressoras em restaurantes ainda este ano e planeja aumentar a produção para distribuição em 2021.

“Acreditamos que nos próximos 20 anos veremos uma grande mudança na substituição de animais na cadeia de suprimento de alimentos. Daqui a cem anos, nossos bisnetos acharão chocante a necessidade de criar e matar animais como alimento,” conclui Ben-Shitrit.

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