Scribit: A caneta sustentável com tinta comestível

Para muitos, “a caneta é a língua da mente.” E sua criação foi uma importante inovação que compõe a base de nossa civilização. Por muitos e muitos anos, antes de entrarmos na Era Digital que vivemos hoje, a caneta foi nossa principal forma de nos comunicarmos e registrar fatos históricos. Pela caneta, foram registradas as obras de arte de escritores como Shakespeare e as descobertas científicas de Galileu Galilei e Issac Newton, as músicas de Chico Buarque e Tom Jobim.

A história da caneta começou em 3.000 a.c. e surgiu a partir da necessidade do desenvolvimento de uma nova ferramenta após a descoberta do papiro, no Antigo Egito. Para isso, foi criada a caneta de cana, que possuía uma ponta bem fina e seu interior era preenchido com o líquido para escrita. Milhares de anos se passaram e chegaram as penas de escrever, as canetas tinteiro, até chegarmos às canetas que usamos hoje em nosso dia a dia.

Hoje, existem canetas para todos os gostos: as mais básicas, mais finas, coloridas, com cheiro, com diferentes ponteiras, as mais baratas e as que custam alguns milhões de reais. E existe a caneta criada pela empresa de tecnologia Scribit: a caneta Scribit, uma caneta sustentável, compostável e com tinta comestível (sim, foi isso mesmo você acabou de ler: comestível).

No mundo todo, bilhões de canetas são jogadas vão parar em aterros sanitários anualmente. Além da questão do lixo plástico, também existe um problema com a tinta dessas canetas, que liberam toxinas no solo – o que é altamente prejudicial para o meio-ambiente. Pensando nisso, surgiu a ideia da Scribit – a mesma empresa que, em 2019, criou o primeiro robô desenhista.

A ferramenta é recarregável e possui 3 variações de modelos: o primeiro é composto por madeira cultivada com responsabilidade; o segundo por alumínio anodizado reciclado; e o terceiro é feito de plástico biodegradável. A ponta da caneta e os cartuchos de tinta são feitos de fibras naturais. A tinta, que estará disponível em oito cores, é à base de água e feita de pigmento orgânico atóxico – e até possui um certificado de “comestível”. Obviamente, isso não quer dizer que o usuário deve comê-la, mas significa que a tinta pode ser ingerida sem causar danos à sua saúde.

O projeto vem sendo desenvolvido pela agência de design italiana Carlo Ratti Associati e, por enquanto, a Scribit não possui uma data para lançamento do produto no mercado, pois as formas de escalonamento da produção da caneta ainda estão sendo exploradas. O preço também ainda não foi divulgado, mas, segundo Carlo Ratti – que é sócio fundador da agência de design que está cuidando do projeto e professor do MIT – a projeção é de que o cartucho recarregável seja vendido pelo mesmo preço de outras canetas. Para saber mais, confira o vídeo abaixo.

Estamos curiosos e ansiosos para esse lançamento. E, embora seja um pequeno começo, a invenção da Scribit pode ser mais uma mudança histórica de uma ferramenta que vem acompanhando a humanidade há milhares de anos.

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