Estudo afirma que ensino remoto não é alternativa para 54% dos brasileiros

Na próxima semana (03), retornam as aulas presenciais do ensino médio nas redes públicas e privadas na cidade de São Paulo. Mais populosa cidade do país, a capital paulista é recordista em casos de COVID-19 e a possibilidade de uma segunda onda da pandemia é real, basta olharmos para o continente europeu. Nos últimos 14 dias, a França já registrou mais de 420 mil novos casos e, junto com Espanha, Alemanha e Reino Unido, já retomam restrições severas para o cotidiano da população. 

A educação tem sido um dos grandes desafios durante a pandemia. Um estudo feito pelo portal Trocando Fraldas e que contou com mais de 11.800 mulheres entre 8 e 12 de outubro de 2020, mostra que 54% dos brasileiros não têm condições que os filhos participem do ensino remoto sem restrições, ou seja, que usufruam de todas as aulas em todas as formas que são apresentadas (seja online ou pelo TV).

Além disso, 86% concordam com a prorrogação da suspensão das aulas presenciais. Segundo o estudo, “se formos considerar homens e mulheres com e sem filhos, ou seja, no geral da pesquisa, sem separarmos por grupos, 82% concordam com a prorrogação da suspensão das aulas presenciais nas escolas. Afinal, mesmo as pessoas que não têm filhos, possuem uma forte opinião quanto a retomada.”

Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, estão no topo da lista das famílias que têm condições de fazer os filhos participarem do ensino remoto sem restrições. Com 57% para o Rio Grande do Sul, e 52% para os outros dois estados. Já em São Paulo e Tocantins, pelo menos metade da população, tem ou teria condições dos filhos participarem dessa forma de estudo remoto. E no Rio de Janeiro (15º no ranking geral), 44% dos participantes responderam terem condições para tal.

Se de um lado a suspensão das aulas presenciais é algo necessário, do outro fica a evasão escolar e a desigualdade social. Segundo o estudo, 61% dos participantes acreditam que as aulas remotas aumentam a evasão escolar e a desigualdade social. Apesar de campanhas estarem sendo feitas e educadores tentarem a todo custo evitar a evasão, como o caso da professora de português que tem visitado os alunos, a desigualdade ainda é um desafio.

Confira o estudo completo neste link e ouça abaixo o nosso podcast n.54, “Desafios da Educação no Brasil”, onde entrevistamos o Ítalo Dutra, Chefe de Educação do UNICEF no Brasil e coordenador de iniciativas nacionais para a busca ativa de meninos e meninas fora da escola e enfrentamento à cultura do fracasso escolar.

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