Em Seattle, ruas bloqueadas para carros seguirão assim após quarentena

Em abril, a cidade de Seattle (Washington, EUA) viu seus parques e calçadas ficarem cheios – algo nada indicado em um cenário de pandemia. Para resolver esse problema, a administração da cidade bloqueou o tráfego em uma série de ruas, com o objetivo de dar às pessoas mais espaço para que elas se exercitassem perto de casa ou caminhassem até o supermercado. Agora, essas mudanças poderão ser permanentes em 32 quilômetros dessas ruas.

Ainda é possível acessar essas ruas com alguns veículos, mas os carros não podem mais passar pela área, o que reduz significativamente a quantidade total de tráfego.

Segundo Sam Zimbabwe, diretor do Departamento de Transportes de Seattle, ainda há acesso para residentes locais e quaisquer empresas que possam estar ao longo da rota ou pessoas que precisem visitar casas ou empresas naquela área. De acordo com Sam, os comentários feitos pela comunidade foram muito positivos.

As ruas que fazem parte dessa estratégia, estão dentro de uma rede de ruas residenciais mais silenciosas que a cidade designou como “vias verdes” – ruas relativamente planas, em uma cidade montanhosa, que podem ajudar as pessoas a andar de bicicleta ou a pé para fazer compras. À medida que mais empresas começarem a reabrir e as pessoas retornarem ao trabalho, essas rotas também podem ajudar os trabalhadores a se deslocarem com segurança, sem precisar usar seus carros. “Na recuperação imediata da pandemia, achamos que será crítico para o nosso sistema de transporte oferecer às pessoas opções para caminhar e andar de bicicleta”, diz Sam.

Na última década, a porcentagem de residentes de Seattle que dirigem para o trabalho caiu mais do que em qualquer cidade grande dos EUA. Em 2010, mais da metade das pessoas dirigiam sozinhas para o trabalho; em 2018, esse número havia caído para 44%. Como muitas dessas pessoas passaram a usar o transporte público, ainda não é possível ter uma projeção de quantas dessas pessoas seguirão se locomovendo pela cidade dessa forma enquanto a COVID-19 for uma ameaça. Ainda assim, a cidade espera que seus esforços incentivem as pessoas a usarem outros meios de transporte, que não seus carros.

Para o Departamento de Transportes da cidade, os novos esforços poderão até fazer com que as pessoas parem de usar os carros que estavam dirigindo antes da pandemia. “O transporte, antes do coronavírus, era o maior setor de emissão de gases de efeito estufa da cidade”, diz Sam Zimbábue. “Portanto, vemos esses 32 quilômetros como parte de uma estratégia de longo prazo e em larga escala, de rápida implantação, proporcionando às pessoas formas de se locomover pela cidade caminhando e pedalando, permitindo que elas desfrutem de vários benefícios – relacionados a saúde física, mental e ao meio ambiente.”

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