As 50 empresas mais inovadoras do mundo

Recentemente, a Fast Company divulgou uma lista com as 50 empresas mais inovadoras do mundo, que causam impacto nos setores em que atuam – áreas que vão desde saúde e finanças até publicidade e bem estar. Representando o Brasil, a Nubank está em 36º lugar da lista. Hoje, você conhecerá, aqui no InovaSocial, as 10 primeiras empresas desse ranking. Para conferir a lista completa (em inglês), clique aqui.

01 | Meituan Dianping (Pequim, China)

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Meituan Dianping é uma empresa chinesa que aspira ser a “Amazon dos serviços”. Seus aplicativos conectam os consumidores a empresas locais para entrega de comida, reservas de hotéis e ingressos de cinema, entre outros serviços. Em 2018, a Meituan Dianping adquiriu a Mobike (empresa de compartilhamento de bicicletas) para oferecer também serviços de transporte local. A empresa está profundamente focada na eficiência, buscando novas formas de tornar sua plataforma de entregas mais econômica.

O excesso de dados da Meituan também é um ativo para ajudar a digitalizar as empresas locais, informando onde elas podem se expandir e encontrando lacunas no mercado para novos restaurantes ou lojas. No primeiro semestre de 2018, a Meituan facilitou 2,77 bilhões de transações de entrega de alimentos para mais de 350 milhões de pessoas em 2.800 cidades. Seu volume bruto de transações em todos os seus serviços totalizou US$ 33,8 bilhões.

02 | Grab (Singapura)

Anthony Tan, CEO da Grab, cresceu como o filho de um dos maiores distribuidores de automóveis da Malásia. Agora ele é diretor do maior serviço de carona no Sudeste Asiático. O Grab não apenas conecta as pessoas com as caronas, mas também fornece carteiras digitais por meio do Grab Financial, para armazenar dinheiro, conceder empréstimos e até pagar refeições.

03 | NBA (Nova York, EUA)

A NBA quer ser uma marca global e está no caminho certo para alcançar esse objetivo. Mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo assistem a um jogo da liga todos os anos, ao mesmo tempo que recordes de público presencial em jogos vêm sendo estabelecidos. Mas a grande ideia da empresa é levar o basquete aos fãs, não importa onde eles estejam ou através de qual tipo de dispositivo.

A liga lançou o aplicativo NBA AR, lançou um jogo de realidade aumentada e testou a tecnologia usando aplicativos como o Snapchat. Além disso, seguiu investindo em realidade virtual e apresentou ao público a NextVR Screening Room, que permite que os fãs assistam aos jogos do NBA League Pass em uma tela virtual do tamanho de um cinema. Falando no League Pass, a NBA adicionou sobreposições digitais e gráficos que permitem que os fãs obtenham estatísticas de jogadores em tempo real e informações sobre jogos de toda a liga.

A NBA e a Take-Two Interactive também lançaram a primeira temporada da NBA 2K League, uma liga profissional de Esports – foi a primeira vez que uma liga esportiva “tradicional” criou uma liga de Esports. Dezessete equipes da NBA participaram da primeira temporada e mais quatro se juntarão à segunda.

À medida que as apostas esportivas legalizadas começam a se espalhar pelos Estados Unidos, a NBA anunciou uma parceria com a MGM Resorts – e essa também é a primeira vez que uma empresa de jogos se uniu a uma liga esportiva profissional. A MGM Resorts integrará dados oficiais da NBA e WNBA em tempo real em seus produtos para criar novas experiências de jogo.

A liga também inovou em sua programação, reduzindo o número de vezes na temporada 2018-19 em que as equipes jogam jogos consecutivos em dias consecutivos, com o objetivo melhorar a saúde do jogador e a qualidade do jogo.

04 | Disney (Califórnia, EUA)

A Disney é uma empresa de entretenimento americana conhecida por suas propriedades icônicas de cinema e televisão, além de seus parques temáticos, brinquedos e personagens internacionais.

Em 2018, a empresa estabeleceu uma plataforma central de tecnologia e distribuição para lançar seus serviços de streaming, começando com o ESPN+, que estreou em abril de 2018 e rapidamente registrou mais de 1 milhão de assinantes.

Em novembro de 2019, foi lançado nos EUA o Disney+, mais um serviço de streaming composto por conteúdo e material originais da incomparável biblioteca de filmes e programas de TV da Disney. E, com o fechamento da aquisição da 21st Century Fox , a Disney terá não apenas sua vasta biblioteca à sua disposição, mas também os direitos de mais títulos premium, como Avatar, X-Men e National Geographic. No Brasil, o Disney+ está com estreia prevista para novembro de 2020. A Disney também terá uma participação majoritária no Hulu, que já possui 25 milhões de assinantes por seus serviços de streaming e TV ao vivo.

Em 2016, a Disney se tornou o primeiro estúdio de cinema a ultrapassar a marca de US$ 7 bilhões nas bilheterias – o que não é exatamente uma surpresa, já que ela conta com empresas como Pixar, Lucasfilm e Marvel em seu catálogo.

2016 também marca a inauguração do resort Disney Shanghai, um projeto de US$ 5,5 bilhões que está abrindo caminho para o crescimento da marca na China. Como todas as empresas de mídia, a Disney está enfrentando lentidão no crescimento de suas marcas de TV a cabo, mas está encontrando maneiras inovadoras de atrair telespectadores mais jovens. Em 2016, a empresa investiu US$ 400 milhões adicionais (dos US$ 200 milhões originais) na Vice, cuja programação será compartilhada com a ESPN através de mídia digital, móvel e TV.

05 | Stitch Fix (Califórnia, EUA)

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A Stitch Fix é uma empresa de comércio eletrônico cujos usuários recebem caixas ou “consertos” de roupas, sapatos e acessórios com base em seu estilo pessoal e preferências de roupas. Esse serviço de estilo pessoal on-line combina algoritmos com intuição e curadoria humana fornecidas por mais de 3.000 estilistas. Quando a empresa foi aberta, em novembro de 2017, levantou US$ 120 milhões e foi avaliada em US$ 1,46 bilhão. A Stitch Fix busca ser a alternativa à gigante digital do varejo Amazon, oferecendo a seus usuários uma seleção personalizada de roupas. Em 2017 a empresa lançou linhas plus size e uma opção de marcas premium. Em 2018, lançou a funcionalidade Style Shuffle para obter mais dados sobre as preferências do usuário e tornar seu serviço mais eficaz. Além disso, também lançou o serviço Kids e iniciou o processo de expansão internacional.

A Stitch Fix desenvolveu seu próprio sistema de dimensionamento interno para cada marca e peça de roupa, em vez de usar os padrões da indústria. Isso aprimora a experiência do cliente, ao mesmo tempo que a empresa também usa os dados para ajudar os parceiros de marca a melhorar seus produtos.

06 | Sweetgreen (Los Angeles, EUA)

Comer seus vegetais deve ser algo fácil e prazeroso. Essa é a premissa por trás da Sweetgreen, a rede de restaurantes de serviço rápido mais conhecida por oferecer uma infinidade de opções de fontes locais ao longo de sua linha de montagem de cozinha aberta.

Em 2016, a Sweetgreen lançou um aplicativo de pedidos orientado por imagens que permite aos usuários personalizar pedidos e contar calorias. A tela apresenta 60 ingredientes diferentes e é compatível com o aplicativo Apple Health. Em 2017, A empresa também anunciou que suas lojas serão totalmente “livres de dinheiro” – o que significa que os funcionários podem gastar menos tempo no caixa e mais tempo preparando pedidos. A parti desse modelo, a Sweetgreen viu suas filas se moverem de forma 15% mais rápida em algumas de suas lojas.

Ao se concentrar tanto no sabor quanto na eficiência, a Sweetgreen atraiu US$ 135 milhões em investimentos. Atualmente, a empresa opera mais de 90 lojas.

07 | Apeel Sciences (Califórnia, EUA)

A busca para proporcionar aos alimentos uma vida útil mais longa começa no laboratório, e a Apeel Sciences é uma das principais empresas dessa área, tendo desenvolvido um revestimento invisível à base de plantas para frutas e legumes que diminui a perda de água devido à oxidação. Sua solução duplica (e, em alguns casos até triplica) a vida útil dos alimentos. Após anos de formulação, a Apeel Sciences lançou a tecnologia em 2018. Os supermercados começaram a usar a solução em abacates e os resultados foram instantâneos – e alguns até registraram um aumento de 10% nas vendas. A seguir, vieram os testes em morangos, frutas cítricas, aspargos, entre outros alimentos. E a missão Apeel Sciences é nobre: reduzir significativamente o desperdício de alimentos, que custa aos varejistas cerca de US$ 18 bilhões por ano.

08 | Square (Califórnia, EUA)

Em 2009, Jack Dorsey, cofundador e CEO da Square, viu uma oportunidade de introduzir simplicidade em um setor dominado por soluções de pontos de venda desajeitadas e caras. A empresa estreou com um pequeno leitor de cartão, projetado para se conectar a um smartphone. Hoje, a Square se tornou uma força importante no setor de pagamentos. Além do leitor de cartão, a Square agora oferece um sistema de ponto de venda para iPad e terminais mais avançados que aceitam todo tipo de forma de pagamento, desde cartões com chip até Apple Pay. A empresa também opera vários serviços comerciais, incluindo cartão de débito comercial, recursos contábeis, software de folha de pagamento e empréstimos via Square Capital. Ele também possui a Caviar, uma rede de entrega de alimentos e uma carteira móvel voltada para o consumidor chamada Cash App (que tem seu próprio cartão de débito).

09 | Oatly (Malmö, Suécia)

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Oatly é a startup sueca que criou o fenômeno em torno das bebidas vegetais. Antes de chegar ao varejo, a empresa projetou sua demanda entrando no mercado dos EUA através de cafés sofisticados. O Barista Edition Oatmilk rapidamente se tornou a alternativa ao leite preferida dos consumidores, devido a sua capacidade de fornecer a sensação na boca e a espuma que artesãos de café talentosos associam ao leite para fazer bebidas como cappuccinos e lattes.

Os baristas, então, tornaram-se a principal forma pela qual o Oatly se apresentou aos consumidores, rotulada como uma bebida não láctea, boa o suficiente para um paladar exigente. Além disso, a Oatly envolveu fisicamente seu produto em embalagens caprichosas e atraentes, que educam e divertem os consumidores sobre o leite de aveia.

10 | Twitch (Califórnia, EUA)

Twitch é um serviço interativo de transmissão ao vivo, que pertence à Amazon, que se concentra principalmente no conteúdo de jogos de video game e Esports, mas vem se tornando cada vez mais uma plataforma convencional para o que a empresa chama de “entretenimento multiplayer”. No ano passado, o Twitch organizou sua categoria IRL (“In Real Life” ou “Na Vida Real”) em subcategorias dedicadas a culinária, fitness, talk shows, música, artes e muito mais. A empresa também atraiu novos espectadores com suas maratonas de programas de TV e transmitiu os jogos da NFL nas noites de quinta-feiras. O espectador médio passa 95 minutos assistindo à programação do Twitch diariamente, e metade da audiência da plataforma vem de dispositivos móveis.

Lançada em 2011 como um spin-off da plataforma de streaming Justin.tv (agora extinta) rapidamente superou sua empresa controladora e foi adquirida pela Amazon em 2014. A empresa lançou parcerias com os principais desenvolvedores de jogos, incluindo Telltale Games, Ubisoft, e Blizzard, e expandiu suas próprias ofertas de conteúdo para incluir a G League da NBA e o streaming de músicas com apresentações ao vivo exclusivas. Em janeiro de 2018, a Twitch anunciou um contrato de transmissão de dois anos com a Overwatch League da Blizzard no valor de US$ 90 milhões.

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Créditos: Imagem Destaque – Fast Company

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