Tecnologia no 3º setor: Simples e rápido, Pix ajudou nas doações para ONGs

Tecnologia no 3º setor: Simples e rápido, Pix ajudou nas doações para ONGs

Na próxima quarta-feira (16), o Pix completará 7 meses de funcionamento e, mesmo com pouco meses de atividade, virou um dos principais meios de pagamento do país. Segundo a pesquisa pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box sobre pagamentos móveis e comércio móvel no Brasil, de abril de 2021, o Pix já foi usado por 73% dos brasileiros com smartphones. É claro que a solução foi impulsionada pela pandemia e pelo isolamento social, o que fez com que o brasileiro adotasse ainda mais as soluções digitais.

Já de acordo com a pesquisa feita pela Capterra, plataforma de busca e comparação de softwares, 76% dos entrevistados afirmaram ter alto grau de confiança no Pix. O levantamento aponta ainda que, quanto mais velhos os usuários, mais desconfiados ficam em relação à nova forma de pagamento. O estudo indica que 85% de jovens de 18 a 22 anos confiam no Pix, enquanto entre pessoas com idades de 56 a 65 anos a confiança cai para 71%.

Somado a este cenário, de crescimento do Pix e pandemia, se soma com outro cenário brasileiro. Durante o período, quase todas as instituições do terceiro setor tiveram a suspensão de pagamentos, bloqueio de repasses e quedas na arrecadação de doações. Com isso, muitas ONGs, impulsionadas pela empatia e sentimento de cooperativismo, precisaram se reinventar para conseguirem dar sequência às suas atividades. Um exemplo foi o Instituto BH Futuro (IBHF), que adaptou suas atividades — antes realizadas de forma presencial — passando a realizá-las de forma totalmente online com o auxílio das redes sociais e plataformas digitais.

Ainda com o auxílio da tecnologia, para driblar as dificuldades financeiras, o IBHF passou a utilizar o PIX como ferramenta para a arrecadação de doações. De acordo com a gerente de projetos do IBHF, Maíra Matos, esse novo meio de pagamento eletrônico só trouxe pontos positivos, pois fez com que a instituição recebesse imediatamente os valores doados. “Além do número com a chave, disponibilizamos o QR Code em nosso site. Além de prático e rápido, com o PIX, conseguimos utilizar os valores arrecadados para as necessidades emergenciais”, destacou Maíra.

Além dos desafios do terceiro setor durante a pandemia, o caso do IBHF foi agravado por conta de um triste episódio. O prédio da instituição, localizado no Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, foi alvo de vandalismo e furtos. O prejuízo (calculado em R$ 9.600) gerou uma onda de comoção e criou uma rede de solidariedade, fazendo com que em poucos dias, o valor necessário fosse arrecadado com as doações via PIX, depósitos e transferências bancárias. “Por conta desse episódio lamentável, tivemos dias de muita angústia e incertezas. Mas, com a solidariedade e apoio das pessoas de bem, conseguimos realizar todos os reparos necessários, deixando o instituto pronto para a retomada, assim que possível”, conclui Maíra Matos.

Ouça abaixo nosso podcast sobre o panorama das doações no Brasil

No podcast #69, conversamos com Andréa Wolffenbuttel, consultora associada do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), sobre o panorama das doações no Brasil. 

Imagem destaque: DihandraPinheiro/Shutterstock