Conheça a máquina de anestesia que não precisa de energia elétrica e está salvando vidas ao redor do mundo

Para muitos hospitais em zonas rurais de países em desenvolvimento, depender de energia elétrica para seguir salvando vidas pode não ser algo tão simples e confiável quanto é nas grandes cidades. A energia pode ficar instável durante o dia ou simplesmente ser cortada por horas – e até mesmo dias – sem aviso prévio. E, se uma queda de energia acontece durante uma cirurgia, o preço desse problema pode ser a vida de uma pessoa.

Mas um dispositivo inovador chamado Universal Anesthesia Machine (ou apenas “UAM”), da ONG Gradian Health Systems, vem permitindo que profissionais de saúde que atuam em países como Malawi, Serra Leoa e Zâmbia possam administrar anestesia sem eletricidade, ajudando a salvar a vida dos pacientes nesse processo.

“Sabíamos que essa necessidade era urgente, considerando a quantidade de hospitais e países que enfrentam esses desafios,” diz Erica Frenkel, co-fundadora e COO da Gradian Health Systems. “Com a Universal Anesthesia Machine, nós temos uma oportunidade de fazer um grande trabalho em cima desses desafios.”

De qualquer forma, essa questão não se resume apenas a energia elétrica. Para administrar anestesia, também é necessário oxigênio medicinal para levar o vapor anestésico até os pulmões. E quando falamos “oxigênio medicinal” queremos dizer oxigênio puro. Para que você tenha uma noção do que isso significa, é importante ressaltar que o ar que respiramos regularmente é composto apenas por 21% de oxigênio. Nos hospitais de países desenvolvidos, o oxigênio medicinal está disponível na tubulação presente nas paredes; já nos países em desenvolvimento, o oxigênio se torna uma mercadoria. Você precisa obtê-lo em tanques, e isso também pode causar problemas, tornando mais um item na lista de desafios.

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Mas a UAM passa por cima de todas essas complicações. Em caso de queda de energia ou se faltar oxigênio medicinal, a máquina de anestesia continuará ativa, pois ela funciona da seguinte forma: a UAM usa um concentrador de oxigênio integrado, que permite que a máquina gere seu próprio oxigênio. E quando o cilindro, a tubulação ou o oxigênio portátil estão disponíveis, a máquina também pode usar esses recursos.

A UAM funciona por até seis horas em uma bateria recarregável, o que significa que, caso a energia caia inesperadamente, ela pode continuar funcionando e permitir que a cirurgia continue sem interrupções.

Dependendo da configuração, o custo de cada unidade da UAM varia de US$ 15.000,00 a US$ 20.000,00, enquanto o preço de máquinas convencionais se inicia em US$ 30.000,00 e muitas vezes passa dos US$ 100.000,00.

Para assistir a uma demonstração de como a UAM funciona, assista ao vídeo abaixo:

 

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