Economia Laranja: Criatividade e cultura podem ser um ótimo negócio

Se a economia criativa fosse um produto, esse produto teria o quinto maior volume de negócios do mundo. Se fosse um país, seria a quarta potência econômica com um PIB de US$ 4,3 bilhões e um total de 144 milhões de trabalhadores. Como resultado dos avanços e tendências da sociedade, o mundo econômico vem mudando constantemente. Isso significa que as coisas que foram um bom investimento ontem, hoje podem estar desatualizadas e obsoletas. E o contrário também é verdade: há novas tendências e possibilidades de exploração. E esse é o caso da chamada Economia Laranja, desconhecida por muitos e negligenciada por outros.

A Economia Laranja (ou Economia Criativa), recebeu este nome em 2011. O termo foi cunhado pelo escritor britânico John Howkins e refere-se a tudo que é desenvolvido através da criatividade e inspiração das pessoas e se torna um bem ou serviço. A Economia Laranja abrange uma série de áreas, como: arquitetura, artesanato, design, mídia, moda, música, serviços criativos e plataformas digitais. É uma economia baseada no conhecimento, capaz de gerar emprego e riqueza, além de causar um alto impacto socioeconômico.

Levando todos esses pontos em consideração, o Banco Interamericano de Desenvolvimento produziu a publicação Economía Naranja: innovaciones que no sabías que eran de América Latina y el Caribe, desenvolvida com o objetivo de destacar empreendedores talentosos que vem usando a criatividade como o valor central de suas produções e atividades comerciais. Na publicação, é possível conferir um mapeamento com cerca de 300 negócios criativos e culturais, com uma ênfase especial às inovações tecnológicas.

Dentro desses 300 projetos mapeados, o Banco Interamericano de Desenvolvimento destacou 50 empreendimentos inovadores com maior impacto social na região da América Latina e do Caribe, agrupados de acordo com a participação em alguns dos principais setores das indústrias culturais e criativas. Esses processos de inovação ocorreram em doze países: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Jamaica, México, Peru e República Dominicana.

Hoje, você vai conhecer 10 dos 300 negócios culturais e criativos mapeados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento. E, caso o assunto tenha despertado seu interesse e curiosidade, também é possível baixar a publicação Economía Naranja: innovaciones que no sabías que eran de América Latina y el Caribe completa, aqui (em espanhol).

1. Urban 3D (Brasil)

Empresa pioneira no futuro da construção através do uso de robótica, impressão tridimensional (3D) e novas tecnologias. Seus métodos oferecem soluções para a crise global de moradias inadequadas, com alternativas de baixo custo que aceleram o processo de construção.

2. FazGame (Brasil)

É um software onde alunos podem criar jogos interativos sem a necessidade de conhecimento em design e programação. Permitindo o desenvolvimento de habilidades como o raciocínio lógico, a resolução de problemas, o pensamento criativo e o trabalho colaborativo, motivando-os a aprender através de conteúdos educativos de uma forma divertida e dinâmica. Através de uma biblioteca de temas, cenários, personagens e objetos, os alunos investigam um tópico para desenvolver seus jogos e aprofundar seus conhecimentos durante o processo de criação das histórias. Com quase 500 jogos publicados, o FazGame foi comercializado e implementado em mais de 150 escolas, beneficiando cerca de 12.000 alunos de escolas públicas e privadas.

Site oficial: www.fazgame.com.br

3. Project Pietà (Peru)

Marca de roupas urbanas ecológicas de alta qualidade feitas por homens e mulheres de três prisões em Lima. Cada preso recebe redução em sua sentença e um percentual de vendas, promovendo sua reintegração social.

Site oficial: www.projectpieta.com

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4. Embolacha (Brasil)

Uma plataforma de crowdfunding dedicada à indústria da música e focada no mercado brasileiro. O conceito é inspirado no sucesso do Kickstarter, e é uma alternativa para músicos emergentes que não foram descobertos pelas grandes gravadoras. É um espaço de conexão direta entre o artista e seus fãs facilitado pela tecnologia, o que aumenta as chances de sucesso das novas bandas. Além de ser uma alternativa de financiamento, a Embolacha também apoia a comercialização de conteúdo musical com uma loja online, para que os artistas possam vender seus produtos de forma ágil e segura.

Site oficial: www.embolacha.com.br

5. Posibl. (Argentina)

Empresa de multimídia que produz e distribui conteúdo de alto impacto social, baseado em 4 pilares: o poder das redes sociais, crowdsourcing, filantropia e responsabilidade social corporativa.

Site oficial: www.posibl.com

6. Frei.re Lab (Brasil)

O Frei.re Lab desenvolve um software educacional que facilita a inovação escolar através de jogos interativos. Sua plataforma é um produto pioneiro que permite que professores, pais e alunos produzam conteúdo interativo educacional, transformando-os em criadores de suas próprias matérias. Essa inovação possibilita que pais participem da educação escolar de seus filhos por meio de aplicativos móveis em seus celulares. E também dá aos professores a opção de adaptar as aulas de acordo com as necessidades de cada aluno. A plataforma é visitada por estudantes e professores de 49 países.

7. Machina Wearable Technology (México):

Marca de roupas de caráter social irreverente, que integra tecnologia inovadora de forma funcional e intuitiva, dando origem à “tecnologia vestível”, ou “roupas inteligentes”.

Site oficial: www.machina.cc

8. Ánima Estudios (México)

Estúdio de animação com grande experiência e reconhecimento na América Latina e uma referência para a indústria em nível global. É o primeiro estúdio latino-americano que produziu uma série original para a Netflix.

Site oficial: helloanima.com

9. Elemental (Chile)

O renomado arquiteto Alejandro Aravena desenvolveu um modelo replicável e escalonável de habitação acessível e funcional, que pode ser expandia de acordo com os recursos de cada família.

Site oficial: www.elementalchile.cl

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10. BabyBe (Chile / Alemanha)

Dispositivo para incubadoras neonatais, que conecta a voz, a respiração e as batidas das mães com seus bebês prematuros através de uma simulação de contato entre seus corpos.

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