Starbucks Brasil viabiliza ação para mudança de nomes de colaboradores trans

Globalmente, a Starbucks vem assumindo compromissos de sustentabilidade e proteção ao meio ambiente, ao mesmo tempo em que implementa projetos voltados a causas sociais, que promovem o ético fornecimento de café, e de apoio e respeito à diversidade – seja com partners (como são conhecidos os colaboradores), clientes, fornecedores e comunidades.

No Brasil, a marca tem um longo histórico de ações e iniciativas. Nesse sentido, quando falamos de apoio à comunidade LGBTQ+, podemos destacar as ações de parceria com a Casa 1, de São Paulo, e Grupo Arco Íris, do Rio de Janeiro. E hoje, a marca anunciou o lançamento da ação “Eu Sou”, que irá apoiar seus colaboradores trans no processo de mudança de nome.

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“Em todas as lojas da marca, qualquer pessoa que pede um café é chamada e tem o seu nome escrito em nossos copos, seja ele qual for. Essa foi a inspiração para essa ação de auxílio à retificação de nomes, que se inicia no dia 29 de janeiro, Dia Nacional da Visibilidade Trans. Se isso já é algo tão natural em nosso dia a dia, por que não dar a oportunidade ou facilitar as pessoas para que tenham o registro do nome social que desejam?”, diz Claudia Malaguerra, diretora geral da Starbucks Brasil.

A partir desta data, os partners trans interessados no processo poderão dar início à mudança de seus nomes, por meio da retificação e emissão de uma nova certidão de nascimento, com todo o suporte jurídico, legal e psicológico da marca, incluindo todos os custos envolvidos no processo. A marca divulgará a iniciativa “Eu sou” por meio da campanha criada pela Young & Rubicam e conta com o apoio do 34º Cartório de Registro Civil Cerqueira César – cartório que mais faz retificações de nomes em todo o país.

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Ainda segundo a executiva, “com essa ação, queremos dar visibilidade ao processo de retificação de nome, que muitas pessoas desconhecem ou não tem acesso, também exercendo um importante papel de agente transformador da sociedade”. No dia 29, a iniciativa também se estenderá para membros das ONGs parceiras Casa 1 e Casa Florescer, apoiadoras do projeto.

Em 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a alteração de nome no Brasil não exige qualquer autorização judicial, laudo médico ou comprovação de cirurgia de redesignação sexual e pode ser feita diretamente nos cartórios de todo o País. Na decisão, a maioria dos ministros invocou o princípio da dignidade humana para assegurar o direito à adequação das informações de identificação civil à identidade auto percebida pelas pessoas trans.

“Desde o início, a Starbucks escolheu ser uma empresa diferente e isso acontece não apenas pela nossa história, mas pelas causas que abraçamos – e pela forma que as abraçamos. Assim como cada café é único e possui suas características, sabores e aromas, cada pessoa para nós é única e especial e nós valorizamos essas conexões. Estamos comprometidos em manter uma cultura de inclusão, diversidade e equidade onde todos são bem-vindos, valorizados e respeitados”, finaliza Claudia.

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