Sistema da Ocean Cleanup já coletou 2 toneladas de plástico do Pacífico, mas voltará à costa para reparos

Uma rachadura no “Pac Man gigante” da Ocean Cleanup, enviado em setembro para recolher lixo do Oceano Pacífico, forçou a empresa a pausar a missão e direcionar o aparelho de volta à costa. A organização sem fins lucrativos holandesa começou a rebocar o System 001, que é apelidado de Wilson, para um porto no Havaí para conserto, no dia 2 de janeiro de 2019, depois de descobrir que uma parte do aparelho “se soltou”.

Descoberta durante uma inspeção de rotina do dispositivo em 29 de dezembro de 2018, a rachadura foi localizada em uma extremidade da barreira flutuante em forma de U de 600 metros de comprimento, que possui um comprimento de 3 metros de “saia”, usada para recolher os resíduos na água.

A Ocean Cleanup admitiu que ficou “surpresa” com o dano, mas acredita que ele tenha acontecido devido ao estresse causado por 106 ciclos de carga. Felizmente, os estabilizadores garantiram que o System 001 não tombasse, evitando perda de material ou danos à tripulação, ao meio ambiente e à vida marinha.

“No sábado, 29 de dezembro, inesperadamente uma das cabeças de reboque, junto com um pedaço de cano flutuante de 18 metros com duas estruturas estabilizadoras, foi encontrada afastando-se do resto do Wilson”, disse a Ocean Cleanup. “Nenhuma indicação prévia foi vista para que tal coisa acontecesse, então isso foi uma surpresa tanto para a equipe em alto mar, quanto para a equipe de engenharia em terra”.

Lançado de São Francisco, em 8 de setembro de 2018, o System 001 marcou a primeira operação em larga escala para retirar resíduos de plástico do Oceano Pacífico. Impulsionado pelo vento e pelas ondas, o dispositivo escava plástico do oceano “como um Pac Man gigante”. A Ocean Cleanup tinha planos de que Wilson passasse seis meses coletando plástico em uma tentativa de atacar o Grande Porção de Lixo do Pacífico – uma porção concentrada de detritos localizada na metade do caminho entre a Califórnia e o Havaí.

Essa massa supostamente contém 1,8 trilhão de peças de plástico e cobre uma área equivalente aos territórios de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo somados. Sua vasta área de superfície resultou em uma petição para reconhecer o lixo como um país, a fim de aumentar a conscientização sobre a poluição dos oceanos.

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O System 001 agora está sendo sendo rebocado pelo navio Maersk Launch, a uma velocidade estimada de dois a três nós por hora, e deve chegar a Honolulu na semana que vem. A embarcação, que pode ser rastreada on-line, também está trazendo de volta 2 toneladas de plástico retirados do mar nas últimas semanas. Uma vez que Wilson chegar ao porto, a equipe usará o tempo para atualizar o maquinário e suavizar outros problemas, incluindo um problema que indicava que o plástico estava deixando o sistema após sua coleta.

Apesar de estarem chateados com esse obstáculo, a Ocean Cleanup segue confiante em sua tecnologia e planeja relançar o System 001 nos próximos meses. A missão atual era vista como uma iniciativa de prova de conceito, usada para coletar dados de desempenho e destacar quaisquer melhorias de design que poderiam ser feitas para futuras implantações.

“Queremos frisar que não estamos finalizando o programa”, disse a Ocean Cleanup. “Wilson será reparado, modificado e levado de volta à Grande Porção de Lixo do Pacífico o mais rápido possível. Percebemos que contratempos como esse são inevitáveis quando você está explorando uma nova tecnologia em um ritmo acelerado. Esperamos estar de volta, operando na Grande Porção de Lixo do Pacífico, ainda este ano.”

Se o relançamento for bem-sucedido, a Ocean Cleanup espera enviar mais 60 sistemas de coleta para a Grande Porção de Lixo do Pacífico nos próximos anos. O objetivo é remover metade dos resíduos em cinco anos.

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