Onde será o próximo Vale do Silício?, segundo o Global Startup Ecosystem Report 2019

Onde será o próximo Vale do Silício? De acordo com o Global Startup Ecosystem Report 2019, não haverá um novo “Vale do Silício”, pois isso pressupõe uma visão equivocada de que teremos um novo “campeão” ofuscando o antigo. Na verdade, acredita-se que existirão outros 30 centros coexistindo com o ecossistema californiano. Mas, afinal, o que isso significa? Entre 2014 e 2016, cerca de 29 centros de startups movimentavam mais de US$ 4 bilhões em ecossistemas de valor, ou seja, investimentos em capitais de risco. Já entre 2016 e 2018, esse número saltou para 46 e a previsão é que cerca de 100 cidades cruzem a faixa dos US$ 4 bilhões nos próximos 10 anos.

Para efeito de comparação, nos anos 90, Boston (a quinta colocada no ranking 2018) movimentava apenas US$ 900 milhões. Nova York (2ª lugar em 2018) vinha logo atrás com US$ 800 milhões e Seattle e Londres (12ª e 3ª, respectivamente) não passavam dos US$ 200 milhões. Os novos ecossistemas de startups tëm sido impulsionados particularmente pelas Deep Techs – startups focadas em avanços científicos e inovações de engenharia de alta tecnologia. E, segundo o Global Startup Ecosystem Report 2019, quatro sub-setores são os grandes responsáveis pelo crescimento: Manufatura Avançada e Robótica (+107.9%), Blockchain (+101.5%), Agrotech e Novas Comidas (+88.8%) e Inteligência artificial (+64.5%). De acordo com o relatório, os próximos 30 ecossistemas verão o crescimento da inovação totalmente diferente como vimos no Vale do Silício e a Deep Tech é uma peça-chave para tudo isso.

“O próximo Bill Gates não vai criar um sistema operacional. O próximo Larry Page não vai criar um mecanismo de pesquisa. O próximo Mark Zuckerberg não vai criar uma rede social.”
— Peter Thiel, Founders Fund

Em um contraponto ao desenvolvimento dos ecossistemas de startup, temos visto, em todo o mundo, um medo real do deslocamento de trabalho resultado pela automação. Regiões e pessoas que não se sentem incluídas economicamente estão alimentando muitos movimentos políticos populistas (para entender um pouco mais, leia o nosso texto “Detroit Become Human: Um jogo sobre empatia e humanidade”). Obviamente, diminuir as inovações não é a resposta, e tentar impedir que a tecnologia progrida, não seria muito diferente de tentar parar os motores a vapor na Revolução Industrial.

O cenário de startup no Brasil: São Paulo

Apesar do relatório ressaltar os ecossistemas membros do Startup Genome, apenas uma cidade brasileira é citada no relatório, São Paulo. A megalópole paulista possui, atualmente, US$ 5.1 bilhões em ecossistemas de valor e está entre o TOP 30 Global de Fintechs. Isso não à toa, afinal, recentemente a Nubank, fintech de cartões de crédito e com sede na cidade, atingiu o valuation de US$ 4 bilhões após o investimento da chinesa Tencent.

O relatório também sinaliza São Paulo como “centro financeiro do Brasil, abrigando aproximadamente um terço dos bancos do país e respondendo por um terço das transações de crédito. Também abriga uma das cinco maiores bolsas de valores do mundo, a BM&FBovespa.” O mercado de Fintech do Brasil está projetado para gerar receita potencial de até US $ 24 bilhões nos próximos 10 anos.” E ainda completa, “o mercado de fintech do Brasil está projetado para gerar receita potencial de até US $ 24 bilhões nos próximos 10 anos.”

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Imagem Destaque: Por LightField Studios

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