Pequeno implante neural controlado por smartphone pode trazer avanços nas pesquisas sobre doenças cerebrais

A pesquisa acerca de doenças cerebrais pode ser acelerada usando um implante neural “plug-and-play” controlado por smartphone, inventado por cientistas dos EUA e da Coréia do Sul. Pesquisadores projetaram um dispositivo sem fio para enviar medicamentos e luzes coloridas diretamente aos neurônios-alvo, com o objetivo de acelerar as descobertas sobre Doença de Parkinson, Alzheimer, vício, depressão e dor.

O dispositivo é resultado de um trabalho é resultado de uma colaboração de três anos entre o Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia (KAIST), um instituto de pesquisa localizado em Daejeon (Coreia do Sul), que é especializado em eletrônicos macios para dispositivos wearable e implantáveis; e o Bruchas Lab, que fica em Seattle (Washington, EUA) e é um laboratório de pesquisa focado em estresse, depressão, dependência, dor e outros distúrbios neuropsiquiátricos.

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Os LEDs usados são menores que um grão de sal e os medicamentos são transmitidos por canais que possuem a espessura de um cabelo humano.

Para os pesquisadores de neurociência, a principal vantagem do novo implante é a facilidade de uso. Os inventores descrevem seus cartuchos de medicamentos substituíveis como “peças de Lego”, ao mesmo tempo que sua configuração é feita em uma interface de smartphone “elegante e simples”.

Atualmente, os testes são feitos em ratos, e o dispositivo é tão pequeno e macio que não impede o movimento e é mais seguro para uso por um período de tempo maior.

Os dispositivos atuais usados neste campo são rígidos e causam lesões no tecido mole do cérebro ao longo do tempo. Com o novo dispositivo, os neurocientistas agora podem monitorar uma área do cérebro por períodos de tempo muito maiores e com os participantes do teste se movendo livremente.

“Isso nos permite estudar melhor a base do comportamento do circuito neural e como neuromoduladores específicos no cérebro ajustam o comportamento de várias maneiras”, disse Michael Bruchas, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington e diretor do Bruchas Lab. “Também estamos ansiosos para usar o dispositivo em estudos farmacológicos complexos, que podem nos ajudar a desenvolver novas terapias para dor, dependência e distúrbios emocionais”.

Os pesquisadores, que publicaram suas descobertas na revista Nature Biomedical Engineering, criaram o implante para uso em laboratório com animais, mas gostariam de desenvolver a tecnologia para aplicações clínicas no futuro, o que significa que um dia um dispositivo semelhante poderá ser testado em seres humanos.

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Créditos: Imagem Destaque – Jolygon / Shutterstock

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