Educar a Geração Z: os três insights para uma educação conectada com o futuro

Para além do clichê que aponta as características comportamentais da Geração Z, o sistema educacional tem sido desafiado a repensar a forma de educar esses jovens nascidos a partir de 1995. Os nativos digitais – que não conhecem o mundo sem computadores e internet – têm uma relação estreita com a tecnologia e não raro questionam o fato dela não estar mais presente nas salas de aula. Debates de atualidades, espaço para a expressão de diferentes pontos de vista e insumos sobre inovação dentro de uma perspectiva educacional são algumas das demandas urgentes instadas por esses estudantes. Empresa que há sete anos trabalha para integrar tecnologia, educação e relações nas escolas – utilizando dados e evidências concretas para fortalecer o aprendizado individualizado, ativo e prazeroso – a Geekie tem produzido insights sobre o presente da educação, abrindo um diálogo qualificado sobre o ensino que conversa com o século XXI. A equipe de educadores da empresa sistematizou três drives da inovação dentro da educação.

A análise do relatório Measuring Innovation in Education 2019, conduzido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), revela que os grandes propulsores da inovação e da melhoria na educação são os recursos humanos – fundamentais a um excelente ecossistema de inovação –; organizações de aprendizagem; tecnologias digitais; regulamentação e organização do sistema de educação; investimento em pesquisa; e desenvolvimento educacional genuinamente baseado em mudanças de práticas. O mapeamento aponta que alguns desses pilares da inovação podem ser medidos e monitorados para que o país comece a construir um “índice de capacidade de inovação na educação”. A OCDE, que congrega 35 países em torno do objetivo de promover políticas que visem o desenvolvimento econômico e bem-estar social, comparou cenários de países distintos de 2014 em relação a 2018.

Como a educação se reinventará para responder às megatendências que têm moldado o futuro das sociedades? Como preparamos os estudantes para o futuro que essa geração encontrará – não para o passado vivido pelos pais e educadores? Segundo Claudio Sassaki, mestre em Educação pela Universidade de Stanford e cofundador da Geekie, essas são algumas questões pertinentes que a OCDE tenta trazer para a pauta dos países.

“Enquanto a inovação tem sido tratada pelas corporações privadas como uma questão estratégica, permanece como uma agenda política marginal na maioria dos sistemas educacionais. Para mudar esse cenário é preciso transformar a escola”, salienta.

Sassaki analisa que a educação precisa se moldar à Geração Z; as escolas devem responder à demanda de preparar esses jovens digitais para serem bons cidadãos e bons profissionais, mas tendo a perspectiva que vida e tecnologia se tornaram inseparáveis. “Para essa geração há um vasto conteúdo disponível por meio de um clique na tela. É fato que esses jovens estão produzindo o próprio conteúdo. Aliás, essa produção é maior do que a elaborada por qualquer geração na História. Diante disso, esses estudantes aprendem de maneiras fundamentalmente diferentes”, afirma, ressaltando que o desafio é levar a tecnologia para dentro da sala de aula, mas respeitando a intencionalidade pedagógica. “Aliar a tecnologia de ponta às metodologias pedagógicas inovadoras potencializa o aprendizado. Com avanços tecnológicos exponenciais, o desafio é direcioná-los para levarmos a educação a um novo patamar. Não se trata de automatização, mas da possibilidade inovadora de personalizar, canalizar o tempo dos educadores e gestores para o que realmente importa – e utilizar os recursos e metodologias capazes de apoiar uma educação coerente com as necessidades dos nossos alunos”, analisa.

Na análise da Geekie, com a revolução digital não só as ferramentas foram modificadas. A ciência atesta que a própria maneira de pensar, aprender e se comportar já não são as mesmas de décadas atrás. Claudio Sassaki aponta os três insights que mostram as necessidades de aprendizado demandadas pelos alunos da Geração Z. A empresa tem trabalhado nesse sentido; com o Geekie One – nova dinâmica pedagógica, desenvolvida para tornar visível a jornada do aprendizado, estimulando relações e ações conscientes que fortalecem o brilho de cada aluno – essas e outras demandas são plenamente atendidas para conectar os jovens com o futuro da educação no presente. Os recursos conversam diretamente com a necessidade de a educação se adequar à era tecnológica. Entre elas, possibilidade de atualização e contextualização do conteúdo em tempo real; recursos que estimulam o aprendizado colaborativo; recursos multimídia estimulando diversos tipos de aprendizagem e rotinas dinâmicas de aprendizagem.

Insights da Educação para a Geração Z

No artigo Adeus, ensino tradicional: porque aprender não é linear – publicado no norte-americano EdSurge, portal referência em inovação tecnológica na educação – Dwight Carter, diretor do New Albany High School, discute a eficácia do ensino tradicional no século XXI e defende a importância de uma aprendizagem mais dinâmica e criativa. O educador aponta que vivemos um dos momentos mais diruptivos e empolgantes da história: a era da informação. Com base nesse pensamento, a equipe de educadores da Geekie compartilha três insights para tornar a educação mais significativa para os alunos da Geração Z.

Aprendizagem constante, a qualquer hora, em qualquer lugar

Com a ascensão das plataformas de aprendizagem online e das redes sociais, alunos podem se conectar, comunicar e colaborar com seus professores e colegas para expandir o aprendizado para além das barreiras escolares. O uso da tecnologia enfatiza o poder do aluno de aprender no próprio ritmo, no próprio local e de forma mais aprofundada. O conteúdo que acompanha esse aluno

Potencializar a capacidade de concentração

A Geração Z absorve milhares de imagens e mensagens digitais diariamente. Para tornar a aprendizagem mais relevante para esses alunos, os educadores precisam não apenas incorporar ferramentas multimídia, mas empoderar alunos para que criem e integrem diversos meios para demonstrar os próprios conhecimentos. A partir do momento em que adotamos tecnologia em sala de aula, esse processo passa a ser natural.

Desenvolvimento de habilidades transversais ao conteúdo

Uma pesquisa da Dell Technologies revela que 85% das profissões que teremos em 2030 ainda não existem. Se a previsão se realizar será impossível ensinar à essa geração o conteúdo necessário para que estejam preparados para tais profissões. A chave está em ensinar a aprender. Precisamos considerar como desenvolver habilidades essenciais – comunicação, colaboração, criatividade e pensamento crítico – por meio de disciplinas específicas. Uma abordagem possível é trabalhar a multidisciplinaridade e dar aos alunos a oportunidade de aplicar os conhecimentos adquiridos e construídos de formas significativas. Essas práticas podem ajudar a criar condições necessárias para que estudantes exercitem as competências que irão transcender empregos e carreiras.

Segundo Claudio Sassaki, educadores e pais têm que ajudar os jovens da Geração Z a desenvolver o hábito de estudar e aprender a vida toda, o chamado life long learning.

“Devemos incentivar os nossos jovens a se atualizar com mais frequência, porque atualmente o conhecimento é criado muito mais rápido do que há décadas. Esse contexto torna essencial o desenvolvimento de habilidades como se concentrar, priorizar e aprofundar; capacidades que são importantes não apenas para o mundo do trabalho, mas para o aprendizado como um todo”, afirma.

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Créditos – Imagem Destaque: Shutterstock

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