Fidget spinners podem substituir centrífugas em áreas remotas ou sem energia

Se você esteve no planeta Terra em algum momento entre 2017 e 2018, provavelmente conheceu a febre dos fidget spinners. Apesar de parecer um brinquedo sem muita função, os fidget spinners se mostraram uma ferramenta útil em ajudar crianças a lidar com a ansiedade, servindo de apoio na terapia de crianças com autismo ou com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade.

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E, recentemente, cientistas da Universidade Nacional de Taiwan descobriram que os dispositivos poderiam ser usados para a análise de amostras de sangue em regiões empobrecidas.

Os fidget spinners geralmente são formados por três lóbulos pesados, com um rolamento no meio, os usuários os seguram pelo rolamento e giram os lóbulos com os dedos. Outra coisa que também gira é uma centrífuga, que utiliza a força centrífuga para separar o plasma das células do sangue ao testar amostras de sangue – o plasma contém as proteínas, vírus e outras substâncias que indicam a presença de doenças. Mas centrífugas podem ser caras e requerem uma fonte de energia, e esses fatores limitam seu uso em países em desenvolvimento ou locais remotos.


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Com isso em mente, Chien-Fu Chen, Chien-Cheng Chang e seus colegas decidiram descobrir se um fidget spinner poderia servir para mesmo propósito. Para fazer isso, eles colocaram amostras de sangue humano em três pequenos tubos, selaram as extremidades desses tubos, em seguida, os prenderam em cada um dos três lóbulos de um spinner.

A descoberta do grupo foi que, ao girar o dispositivo com um dedo e deixá-lo girar de três a cinco vezes, era possível separar cerca de 30% do plasma com 99% de pureza. Todo o processo levou apenas quatro a sete minutos para ser concluído. Em seguida, o plasma separado foi submetido a um teste em papel, no qual a proteína HIV-1 que foi adicionada ao sangue foi detectada com sucesso.

Um artigo sobre a pesquisa foi publicado recentemente na revista Analytical Chemistry, clique aqui para conferir.

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