Como a realidade aumentada pode melhorar a rotina de pacientes com Doença de Parkinson

Hoje, 11 de abril, é Dia Mundial da Doença de Parkinson. E acreditamos que a melhor forma de marcar uma data como essa no InovaSocial é divulgando as mais recentes ideias inovadoras pensadas para melhorar a qualidade de vida de pacientes que precisam lidar com os sintomas da doença diariamente. E esse é exatamente o caso da novidade que viemos contar, hoje, aqui no InovaSocial.

Engenheiros da Rice University (Texas, EUA) desenvolveram um aplicativo para iPhone com o objetivo de ajudar pacientes com Doença de Parkinson a lidar com um frustrante sintoma da doença conhecido como “congelamento,” algo que é experienciado por 1 a cada 3 pacientes, onde há a sensação de se estar preso e não conseguir realizar um movimento que, geralmente, é automático – como andar, falar, escrever ou se levantar de uma cadeira.

Geralmente, o congelamento acontece pois o cérebro está tendo problemas em realizar várias atividades ao mesmo tempo. Talvez o paciente esteja tentando se locomover em um local abarrotado de pessoas, ou há muitos obstáculos no caminho a ser percorrido. E muitas vezes essa sensação pode piorar, quando paciente está cansado, ansioso ou estressado – o que pode ser comum para qualquer ser humano em algum momento do dia.

Para muitos pacientes, estímulos visuais, auditivos ou vibratórios podem ser muito úteis na hora de superar o momento de congelamento. Com base nessas informações, o aplicativo criado pelos engenheiros da Rice pode ser uma das formas mais abrangentes de fornecer esses estímulos, uma vez que ele aproveita as novas ferramentas de programação que permitem a incorporação da realidade aumentada. O usuário pode apontar o celular para o chão ou para a calçada e direcioná-lo para inserir a imagem de um bloco, círculo ou outro objeto onde seu pé deve pousar. Esse estímulo visual é muitas vezes suficiente para ajudar os pacientes a sair do quadro de congelamento.

Além disso, o aplicativo pode fornecer estímulos de áudio ou sensoriais por meio dos recursos de som e vibração do telefone. Segundo a equipe envolvida no projeto, o aplicativo deve ser adaptado para Android em breve.

“O que é legal sobre o nosso projeto é que as soluções mais baratas disponíveis no momento custam cerca de US $ 200, podendo chegar até US$ 3.000,” diz Jeremy David, um dos desenvolvedores do projeto. “Nossa solução, no entanto, tem o potencial de funcionar de forma mais eficaz, com um custo muito menor.”

Considerando que alguns pacientes também podem sentir tremores em suas mãos, a equipe criou um estojo para celular, que permite o fácil manuseio do aparelho a qualquer momento.

“Nosso objetivo agora é provar que o conceito de realidade aumentada pode ser usado em um contexto terapêutico,” diz Dan Burke, outro membro do projeto. “E outro critério foi o conforto social. Nós queríamos que essa solução fosse algo não só efetivo, mas também discreto.”

A primeira demonstração oficial do aplicativo será feita no dia 12 de abril – um dia após o Dia Mundial da Doença de Parkinson –, mas você pode conferir uma prévia no vídeo abaixo, divulgado recentemente pela equie do projeto:

Gostou do texto e quer fazer parte da nossa comunidade? Envie uma sugestão de pauta, um texto autoral ou críticas sobre o conteúdo para contato@inovasocial.com.br

Deixe uma resposta

Receba conteúdo exclusivo

Para não perder os próximos conteúdos do InovaSocial e receber materiais exclusivo em seu e-mail, assine agora a nossa newsletter.
Insira o seu e-mail