20 tendências e tecnologias inovadoras para 2018

Em 2017, a lista da Induct sobre 20 tendências e tecnologias para o futuro foi um dos textos mais lido do InovaSocial. Este ano, decidimos expandir as fronteiras e, com ajuda de vários relatórios, montamos a nossa seleção de tendências. Segundo o estudo “Fourth Industrial Revolution for the Earth”, da PwC, a “quarta revolução industrial” será um campo fértil para cidades emergentes e sustentáveis, por isso, você verá como a inovação social deve impactar os nossos próximos anos.

Seguindo o modelo da Induct, decidimos manter a divisão em 3 categorias: Tendências maduras (hoje e nos próximos meses), Tendências de Diferenciação (com crescimento em 2018 e 2019) e Tendências de Exploração (para os próximos 5 a 10 anos). Abaixo você confere cada uma delas e os comentários do InovaSocial.

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Tendências Maduras: São tecnologias e movimentos que já existem e devem impactar cada vez mais o nosso dia a dia. Elas têm sido tendência nos últimos 5 ou 10 anos, mas ainda são pouco exploradas.

  • Bots e Inteligência Artificial: Eles já foram acusados de manipular eleições, as empresas viram como uma solução para potencializar o SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), mas os bots e as inteligências artificiais ainda vão evoluir em escalas exponenciais. Quem quiser se aprofundar no tema, sugiro ler o nosso texto “Inteligência artificial em 2018: Da política à exploração espacial” e/ou visitar a nossa tag sobre o tema.
  • Transportes: Enquanto o Brasil vê a burocracia e infraestrutura “atrasar” os carros autônomos, o mundo vê que a solução para os transportes não está apenas nas quatro rodas. Em 2018, a Alemanha deve iniciar as operações do seu trem movido a hidrogênio e Elon Musk deve agitar ainda mais o mercado com a Hyperloop.
  • IoT e wearables: Segundo um estudo da McKinsey Global Institute, estima-se que o impacto do IoT na economia global seja de 4 a 11% do PIB em 2025 (aprox. US$3.9 a 11.1 trilhões no mundo e US$50 a 200 bilhões no Brasil). Para o nosso mercado, o BNDES possui um plano de ação para a internet das coisas que contempla soluções como mobilidade, tratamento de doenças crônicas, uso eficiente de recursos naturais, entre outros pontos. Veja neste link o plano de ação e mais informações sobre o mercado.
  • Algoritmos: O nome parece agressivo, mas reflete muito bem a nossa realidade. Estamos nos tornando “escravos do algoritmo”. Nas redes sociais, você só vê o que o algoritmo acha que é melhor para você (ou para a sua “bolha” de relacionamentos). Nas empresas, a estratégia de marketing precisa conquistar o algoritmo, antes de atingir o consumidor. De acordo com Cathy O’Neil, matemática com formação em Harvard e MIT, os “algoritmos das rede sociais promovem preconceito e desigualdade”. Confira a entrevista na BBC Brasil.
  • Economia Ética: As marcas já não podem ficar “em cima do muro”. Segundo relatório da Fjord, divisão de design e inovação da Accenture Interactive, “As organizações estão sentindo o pressão para assumir posições a respeito de delicadas questões políticas e sociais, quer queiram ou não. E os consumidores estão falando por meio do seu dinheiro, escolhendo marcas que se alinham com suas crenças mais importantes”. Arrisco em dizer que com eleições hiperpolarizadas vão impulsionar esse ponto em 2018.
  • A onda “low-carbon”: A emissão de CO2 tem um preço alto para governos e indústrias. Sistemas como o Allam Cycle, da NET Power, que gera energia com gás natural, mas sem emissão devem virar algo corriqueiro. Em paralelo, o preço por watt-pico de energia solar têm caído nos últimos 10 anos e deve chegar em US$ 1 por Wp em 2022. No Brasil, indústrias como a fábrica da Jeep, em Goiana, devem se multiplicar nos próximos anos.

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Tendências de Diferenciação: São tecnologias e movimentos que já existem, mas estão em fase de protótipo ou bem inicial. Devem crescer em 2018.

  • Criptomoedas e Fintechs: Para alguns, pode parecer estranho ver as criptomoedas como uma tendência de diferenciação e, não, como algo já maduro. Apesar de ser uma tecnologia consolidada (o uso do blockchain), as constantes oscilações dos Bitcoins e outras, colocam as criptomoedas em algo que ainda precisa evoluir bastante. Sugiro ouvir o nosso podcast abaixo. Já as fintechs são empresas que evoluíram bastante em 2017, mas ainda vivem no universo dos early adopters. No entanto, segundo a universidade de Stanford, elas serão uma área de interesse para a filantropia em 2018.

  • Drones: Pequeno, médio ou grande, os drones são uma realidade. No entanto, a utilidade dele vai além de gravar belas imagens aéreas. Eles podem ser utilizados, por exemplo, para a recuperação de mata nativa em projeto de escala (veja o vídeo abaixo). No entanto, os drones devem ficar nos centro das atenções quando o tema for lei e controle, a fim de evitar acidentes, perturbações (como o fechamento do aeroporto de Congonhas, em novembro) e transportes ilícitos. Um exemplo de tecnologia madura, mas que a sociedade precisa se preparar antes de usar de forma massiva.

  • Computação quântica: Mais um exemplo de tecnologia que se tem falado há anos, mas ainda precisa evoluir (e muito!). Enquanto a IBM anuncia um recorde na IEEE Industry Summit on the Future of Computing – manter o estado quântico por 90 microssegundos -, a Microsoft liberou a prévia do seu “Kit de Desenvolvimento Quântico”, que inclui a linguagem de programação Q#, um simulador de computação quântica e outros recursos para pessoas que desejam começar a programar aplicativos para um computador quântico. Ainda não veremos o lançamento de um PC quântico, mas 2018 deve reservar algumas novidades neste campo.
  • e-Sports: Se você considera videogame coisa de criança, sugiro repensar as suas impressões sobre este mercado. Os e-sports são uma verdadeira febre e as recentes vitórias brasileiras em campeonatos mundiais têm colocado o país como uma potência neste cenário (veja aqui e aqui). Em paralelo, o COI já afirmou que possui interesse na modalidade, como forma de atrair atenção dos millennials para as Olimpíadas. De acordo com a SuperData Research, a audiência dos conteúdos relacionados a games atingiu 665 milhões de pessoas e deve crescer 21% até 2021.
  • Solução em agronegócios e alimentação: De acordo com Sara Menker, CEO da Gro Intelligence, o mundo terá um déficit de 214 trilhões de calorias em 2027, ou seja, não teremos comida para alimentar o planeta na próxima década. Se a meta anterior parecia muito distante (alguns cientistas afirmam que o prazo para o fim da comida é 2050), a previsão de Menker coloca o mundo em uma corrida por soluções no campo da agricultura.
  • Blockchain: Com a explosão das criptomoedas, o mundo “descobriu” uma solução chamada blockchain. No entanto, a tecnologia – que visa a descentralização como medida de segurança – pode ser usada para inúmeras soluções, que vão da administração pública (verificação de identidades e bens), entre outros. Seria o fim do cartório como conhecemos hoje.
  • Computadores com olhos: Com a evolução da inteligência artificial, agora os computadores podem entender imagens sem qualquer ajuda humana. Imagine as empolgantes possibilidades para os serviços digitais da próxima geração. Se somarmos isso a expansão do IoT, teremos uma “invasão” de mordomos digitais.

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Tendências de Exploração: São tendências em fase de desenvolvimento e/ou para os próximos 5 ou 10 anos.

  • Exploração Espacial: Que Donald Trump é um grande fanfarrão, isso não é nenhuma novidade. Mas talvez, entre um tweet e uma fala agressiva, o presidente americano tenha antecipado uma das tendências para os próximos anos (ok! talvez a ideia não tenha saído da cabeça dele, mas ele assinou). A corrida espacial deve ser reiniciada, mas com novos jogadores e novos objetivos. O alvo não é mais a Lua, mas Marte. E a NASA não vai “concorrer” (apenas) com a Rússia, mas com iniciativas privadas e “locais”, como a SpaceX. Elon Musk afirmou que o Falcon Heavy, o mais poderoso foguete da história, está em plena construção. Resta saber quem chegará primeiro e o que fará com o planeta vermelho.
  • Edição de genes e ciborgues: Não, nós não estamos falando de personagens do filme “Exterminador do Futuro” ou qualquer outra ficção científica. Estamos falando em tratamentos por meio de CRISPR (“Repetições Palindrômicas Curtas Agrupadas e Regularmente Inter Espaçadas”, ou seja, são fragmentos de RNA usados para desempenhar atividades específicas). A ideia é que os primeiros testes do tratamento para pacientes com β Talassemia seja iniciado ainda em 2018. Em paralelo, Ray Kurzweil, futurólogo e diretor de engenharia do Google, acredita que os cérebros humanos estarão conectados à internet em 2030. E Elon Musk (de novo ele!) está procurando cientistas e engenheiros para a Neuralink, empresa que busca integrar o cérebro humano com inteligência artificial por meio de neurotecnologias.
  • Novas vacinas e bioterrorismo: As primeiras vacinas para diabete podem entrar em teste ainda em 2018, mas o mundo só deve erradicar a poliomielite em 2019. Se de um lado estamos indo bem, do outro a coisa pode ficar feia. Em fevereiro de 2017, durante uma conferência em Munique, Bill Gates lembrou que grandes epidemiologistas “dizem que há probabilidades reais do mundo experimentar um surto, decorrente do bioterrorismo, nos próximos 10-15 anos”. Por este motivo, Gates e sua fundação tornaram a vacinação uma das suas principais prioridades em todo o mundo.
  • Ascensão da África: Ainda sobre Gates, o empresário afirmou em sua Carta Anual, que a agricultura na África deve aumentar a sua produtividade em 50%, tornando o continente auto-suficiente. Atualmente, cerca de 70% dos moradores da África subsaariana são agricultores e são exportados cerca de US$ 50 bilhões em comida por ano. Ironicamente, cerca de 23% da população passa fome. Caso o continente consiga equalizar essa desigualdade, veremos uma ascensão do continente.
  • Órgãos impressos em 3D: Algo que já flertamos há algum tempo, os órgãos impressos em 3D devem ser uma tendência para os próximos anos. Isso reduziria as filas para transplante e impactaria a vida humana de uma forma que nunca vimos antes.

  • Menos carne, mais hortas: Já comemos menos carne do que os nossos avós. O crescimento da população mundial e os desafios no campo da alimentação farão com que nossos hábitos alimentares sejam revistos e alterados drasticamente.

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