Quantos escravos trabalham para você diariamente?

Neste texto vamos falar sobre um assunto relacionado ao ODS nº 08 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico –, que tem como meta principal promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.

De acordo com Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), “o empreendedorismo será fundamental para criarmos vagas de trabalho, assim como medidas efetivas para erradicar o trabalho forçado, a escravidão e o tráfico de humanos. Com essa perspectiva, o objetivo é alcançar o pleno emprego e o trabalho decente para todas as mulheres e homens até 2030.”

O ODS 8 reconhece a urgência de erradicar o trabalho forçado e formas análogas ao do trabalho escravo, bem como o tráfico de seres humanos, de modo a garantir a todos e todas o alcance pleno de seu potencial e capacidades.

Você pode conferir as metas do objetivo nº 08 neste link.

A pergunta do título desse texto te assustou? Provavelmente. Sim, a escravidão ainda existe e está por trás de produtos que você usa diariamente.

Como já falamos aqui várias vezes, precisamos, o quanto antes, ser consumidores socialmente responsáveis. Mas essa não é uma tarefa simples. Mesmo comprando de produtores locais e procurando se afastar de marcas que não apresentam qualquer responsabilidade ambiental, você ainda pode estar consumindo produtos de marcas que ainda utilizam trabalho escravo.

Afinal, você já parou para pensar em quem são as pessoas que colheram os minerais essenciais para a produção do seu smartphone, ou as que colheram o algodão para sua camiseta? Slavery Footprint é um site que pode te dizer, aproximadamente, quantas pessoas escravizadas são usadas para que você use os produtos que gosta de usar no seu dia a dia.

Criado em colaboração com a ONG Made In A Free World e o Escritório de Monitoramento e Combate ao Tráfico de Pessoas do Departamento de Estado Norte-Americano, o site usa um complexo algoritmo para calcular quantos escravos trabalham para você, baseado em uma série de perguntas, incluindo quantas joias você possui, se você costuma comprar vários dispositivos tecnológicos ou não, quais são os produtos no armário do seu banheiro, e até mesmo se você já pagou por sexo, entre muitas outras questões.

Depois de responder a todas as perguntas, eu descobri que “28 escravos trabalham para mim”. E esse ainda é considerado um número baixo, de acordo com Justin Dillon, da Made In A Free World.

“Essa questão parece ser algo distante, mas a verdade é que você não consegue sair de casa pela manhã sem encostar em algo que foi produzido com trabalho escravo,” Justin diz.

Obviamente, a Made In A Free World não consegue saber qual a marca de cada um dos produtos em sua casa, mas o algoritmo do Slavery Footprint ainda é bastante detalhado, uma vez que ele usa informações do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, do Departamento de Estado dos Estados Unidos e da Transparency International, um movimento global que luta contra a corrupção.

O Slavery Footprint tem petições que você pode assinar para incentivar as empresas a se juntarem contra o trabalho escravo, e uma lista de empresas que desenvolvem seus produtos de forma ética.

O que você compra e consome tem um enorme impacto no mundo. Clique aqui para saber mais sobre o Slavery Footprint, calcular seu impacto sobre o trabalho escravo no mercado global e descobrir onde você pode fazer mudanças para diminuir o trabalho escravo no mundo – o site está em inglês, mas pode ser traduzido para qualquer idioma, usando uma ferramenta do Google Tradutor, localizada no canto superior direito da tela.

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