Conseguirá Elon Musk levar energia solar para o mundo todo?

E se a sua casa não dependesse da companhia elétrica, mas apenas do sol, para ter luz e chuveiro aquecido? Este é um dos objetivos de Elon Musk. Para quem não conhece o bilionário sul-africano, dono da Tesla, SpaceX e Hyperloop, talvez ache que energia solar é uma coisa de grandes – e caríssimas – usinas termossolares. No entanto, Musk tem feito de tudo para transformar suas baterias solares em algo popular e, por consequência, muito rentável. Um dos exemplos é o Solar Roof, da Tesla. Segundo a empresa, suas telhas solares são, além de esteticamente bonitas, funcionais, ou seja, fazem o processo de placas fotovoltaicas e custam menos que uma telha comum. Para se ter uma base de valores, duas Tesla Powerwall, baterias da marca americana, chegam a custar US$ 11 mil e podem alimentar uma casa de médio porte (30 kWh por dia). Levando em conta que elas têm 10 anos de garantia, o custo e autonomia da casa valem a pena ao longo prazo.

Além de tudo isso, Musk não é bilionário à toa. Em março deste ano, o empresário afirmou que levaria 100 dias para resolver o problema de energia elétrica do sul da Austrália. Atualmente a região possui capacidade para suprir a demanda média, mas na alta temporada (período em que o ar-condicionado vira commodity na região), o sistema sofre blackouts. Segundo Lyndon Rive, vice-presidente da Tesla, a empresa conseguiria instalar baterias o suficiente para gerar entre 100 a 300 MWh em pouco mais de três meses (ou, se não cumprisse a meta, Elon Musk prometeu não cobrar nada).

Com as declarações do empresário no Twitter (o microblog de Musk é uma versão oposta ao de Trump e vale a pena acompanhar), muitas especulações cresceram em torno da capacidade da Tesla em cumprir as “loucas” promessas. Será que Musk pagaria do bolso estas instalações, caso o prazo não fosse cumprido? Vale lembrar que recentemente, em janeiro de 2017, a Tesla levou 90 dias para instalar no sul da Califórnia, baterias que geram 80 MWh e que custaram US$ 100 mil. Outro detalhe é que a Gigafactory ainda não está 100% operando. A gigantesca fábrica da Tesla, localizada em uma região remota do estado de Nevada, nos EUA, deve atingir sua capacidade de produção completa em 2018. Em parceria com a Panasonic, a Tesla espera que a Gigafactory reduza em 30% os custos de produção de uma bateria e produza 35 GWh (mais uma vez, para efeito de comparação, Itaipu bateu um recorde histórico em dezembro de 2016, com a produção de 103,09 milhões de MWh).

a Tesla espera que a Gigafactory reduza em 30% os custos de produção de uma bateria e produza 35 GWh (…)

Só existe um fator que parece atrasar Musk e a Tesla, chama-se governo. Calma, o InovaSocial não é anarquista, mas somos realistas. É um “gigadesafio” lutar contra lobbies consolidados, como a indústria de carvão e petróleo (vide a chegada de Scott Pruitt ao cargo de chefe da Agência de Proteção Ambiental dos EUA – EPA), mas não me surpreenderia se o lado filantrópico de Musk enlouquecesse e ele passasse a distribuir Powerwall pelo mundo afora. Uma coisa é certeza, este visionário sul-africano quer mudar o mundo e já comprou “briga” com bancos (fundando o PayPal) e empresas automotivas (Tesla Motors). Ele gosta de um bom desafio e sabe fazer dinheiro com isso.

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