Nova Zelândia libera visto focado em inovação social

Se você viaja muito para outros países, sabe como é chato (e, algumas vezes, difícil) passar por entrevista de visto. Muitas vezes são perguntas aleatórias – por mais que alguns países digam que exista uma metodologia –, sabemos que estamos à mercê de um funcionário público. Foi exatamente este processo que chamou a nossa atenção no New Zealand Immigration (o departamento de imigração da Nova Zelândia).

Mas antes, vamos entender um detalhe. Enquanto a imigração nos EUA é administrada pelo Serviço de Imigração e Cidadania dos Estados Unidos, na Nova Zelândia o processo é feito pelo Ministério de Negócios, Inovação e Emprego. Um pensamento bem diferente e que reflete nos tipos de visto que o país possui, entre eles uma classe específica para quem quer investir e inovar no país.

Para aqueles que trabalham com inovação social, a Nova Zelândia liberou o Global Impact Visa (GIVs). O visto é feito em parceria com a Edmund Hillary Fellowship (EHF), uma plataforma focada em incubar soluções de inovação social. Este não é a primeira vez que a Nova Zelândia inova no processo de visto. Vale a pena conferir se a sua profissão é uma das procuradas pelo governo neozelandês neste link, com isso é possível conseguir o visto mais facilmente.

Os interessados no GIV precisam, antes de aplicar o pedido ao governo neozelandês, ter sido aceito no “The Fellowship”, um programa de três anos da EHF que impulsiona até 400 empreendedores, investidores e startups de impacto global. Na verdade, se você for aceito na EHF, automaticamente já recebe um convite para o visto GIV. Além do convite para o programa, o governo exige que o empreendedor tenha NZ$36,000 (algo em torno de 80 mil reais) para o primeiro ano e saber falar inglês. Para os empreendedores que possuem família, o visto deve ser solicitado pela categoria “Partnership and Dependent Child”.

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