Nossos títulos favoritos entre os livros mais vendidos de 2019

Dezembro é o mês das listas. Listas de realizações do ano que está acabando, de desejos para o ano que está por vir, das músicas que você ouviu no Spotify, das séries mais assistidas e por aí vai. A lista de listas é interminável.

O fim do ano também é o momento em que lojas online, livrarias e revistas do mundo todo divulgam a lista dos livros mais vendidos, e é deles que vamos falar hoje. Dentre os livros mais vendidos no exterior e no Brasil, é possível encontrar uma série de títulos em comum, o que nos mostra cada vez mais a força que a força da internet e da globalização é capaz de ultrapassar fronteiras, até mesmo as culturais.

Das centenas de livros presentes em todas essas listas, selecionamos nossos favoritos para que você, leitor do InovaSocial, aproveite esses últimos dias do ano para incluir mais alguns títulos em sua lista de livros lidos em 2019. Dentre esses títulos, você encontrará histórias de ficção, e de não-ficção que estão totalmente ligados aos temas abordados diariamente no InovaSocial. Confira:

“21 lições para o século 21”, de Yuval Noah Harari

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O novo livro do autor de Sapiens e Homo Deus explora as grandes questões do presente e o que podemos fazer para melhorá-lo. Como podemos nos proteger de guerras nucleares, cataclismos ambientais e crises tecnológicas? O que fazer sobre a epidemia de fake news ou a ameaça do terrorismo? O que devemos ensinar aos nossos filhos?

Em Sapiens, Yuval Noah Harari mostrou de onde viemos; em Homo Deus, para onde vamos. 21 lições para o século 21 explora o presente e nos conduz por uma fascinante jornada pelos assuntos prementes da atualidade. Seu novo livro trata sobre o desafio de manter o foco coletivo e individual em face a mudanças frequentes e desconcertantes. Seríamos ainda capazes de entender o mundo que criamos?

“A Menina da Montanha”, Tara Westover

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Tara Westover tinha 17 anos quando pisou pela primeira vez em uma sala de aula. Nascida nas montanhas de Idaho, Estados Unidos, era a caçula de sete irmãos. Guiados pelo fanatismo do pai, todos estavam sempre se preparando para o fim do mundo, estocando conservas e dormindo com uma mala pronta para o caso de fuga. No verão, ajudava a mãe, parteira e curandeira, a fazer remédios medicinais. No inverno, coletava sucata com o pai.

Além do sistema de ensino, seu pai também desconfiava dos hospitais, por isso Tara jamais viu um médico durante a infância. Cortes, machucados e até mesmo graves queimaduras eram todos tratados em casa. A família estava tão isolada da sociedade que não havia ninguém para garantir que as crianças recebessem educação, nem para intervir nos casos de violência.

No entanto, quando um de seus irmãos conseguiu entrar para a faculdade e retornou com notícias do mundo além da montanha, Tara resolveu tentar um novo tipo de vida. Aprendeu matemática, gramática e ciências para prestar o vestibular, e foi admitida na Universidade Brigham Young (em Utah, EUA).

Sua busca pelo conhecimento a transformou, fazendo-a atravessar oceanos e continentes, até chegar às universidades de Harvard e Cambridge, na Inglaterra. Foi quando se deu conta de quão longe tinha viajado, e se perguntou se ainda existiria um caminho de volta para casa.

A menina da montanha é um relato autobiográfico sobre a busca de uma nova identidade. É um conto sobre lealdade familiar e sobre o luto de romper esses laços. Com a intensa sensibilidade que distingue os grandes escritores, Tara Westover nos oferece uma história universal que resume o sentido da palavra educação: a perspectiva de ver a vida com novos olhos, e a vontade de mudar.

“A Coragem Para Liderar”, Brené Brown

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Liderança não tem a ver com cargos, status ou poder. Um líder é qualquer pessoa que se responsabiliza por reconhecer o potencial nas pessoas e em suas ideias e tem a iniciativa de desenvolvê-lo. Quando temos coragem de liderar, não temos a pretensão de ter sempre as respostas certas, mas nos mostramos curiosos e fazemos as perguntas corretas. Não vemos o poder como algo limitado e tentamos concentrá-lo em nossas mãos; sabemos que o poder é ilimitado quando compartilhado. Não evitamos conversas e situações difíceis; recorremos à vulnerabilidade porque sabemos que ela é necessária para alcançar bons resultados.

A autora de “A Coragem de Ser Imperfeito”, Brené Brown, dedicou as últimas duas décadas a estudar as emoções e experiências que dão significado a nossa vida e os últimos cinco anos trabalhando com líderes e equipes em todo o mundo. Em “A Coragem Para Liderar”, a autora utiliza pesquisas, histórias e exemplos reais para responder a essas perguntas da maneira direta e sem floreios que milhões de leitores em todo o mundo já conhecem e amam.

“O Conto da Aia”, Margaret Atwood

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O romance distópico de Margaret Atwood se passa num futuro muito próximo e tem como cenário uma república onde não existem mais jornais, revistas, livros nem filmes. As universidades foram extintas. Também já não há advogados, porque ninguém tem direito a defesa. Os cidadãos considerados criminosos são fuzilados e pendurados mortos no Muro, em praça pública, para servir de exemplo enquanto seus corpos apodrecem à vista de todos. Para merecer esse destino, não é preciso fazer muita coisa – basta, por exemplo, cantar qualquer canção que contenha palavras proibidas pelo regime, como “liberdade”.

Nesse Estado teocrático e totalitário, as mulheres são as vítimas preferenciais, anuladas por uma opressão sem precedentes. O nome dessa república é Gilead, mas já foi Estados Unidos da América. Uma das obras mais importantes da premiada escritora canadense, conhecida por seu ativismo político, ambiental e em prol das causas femininas, O conto da aia foi escrito em 1985 e inspirou a série homônima (The Handmaid’s Tale, no original), produzida pelo canal de streaming Hulu em 2017.


Leia também: “The Handmaid’s Tale, uma história de 1985 que é muito relevante nos dias de hoje”


As mulheres de Gilead não têm direitos. Elas são divididas em categorias, cada qual com uma função muito específica no Estado. A Offred coube a categoria de aia, o que significa pertencer ao governo e existir unicamente para procriar, depois que uma catástrofe nuclear tornou estéril um grande número de pessoas. E sem dúvida, ainda que vigiada dia e noite e ceifada em seus direitos mais básicos, o destino de uma aia ainda é melhor que o das não-mulheres, como são chamadas aquelas que não podem ter filhos, as homossexuais, viúvas e feministas, condenadas a trabalhos forçados nas colônias, lugares onde o nível de radiação é mortífero.

Com esta história assustadora, Margaret Atwood leva o leitor a refletir sobre liberdade, direitos civis, poder, a fragilidade do mundo tal qual o conhecemos, o futuro e, principalmente, o presente.

“Breves Respostas para Grandes Questões”, Stephen Hawking

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Desde Einstein, o mundo não via um cientista tão reverenciado quanto Stephen Hawking. Com seu trabalho revolucionário em física e cosmologia, ele encantou milhões de leitores com a origem do universo e a natureza dos buracos negros, além de inspirar todos pela coragem e determinação que mostrou em sua luta contra a doença do neurônio motor. Agora, nesta reunião póstuma de seus trabalhos, podemos conhecer seus pensamentos a respeito das grandes questões que povoam nossas mentes desde os primórdios e daquelas mais prementes na atualidade.

Somos conduzidos assim a suas reflexões sobre a origem do universo, a existência de Deus e a natureza do tempo, assuntos sempre submetidos a seu intelecto afiado de cientista. Aliado à curiosidade que o impulsionou por toda a vida, ele projeta seu olhar também para o futuro, buscando soluções para problemas que ameaçam hoje o mundo como o conhecemos, tais como o aquecimento global, a fome e a urgência de um desenvolvimento sustentável.

Com prefácio de Eddie Redmayne — que ganhou o Oscar por interpretar Hawking no cinema —, introdução do Nobel de física Kip Thorne e posfácio comovente de Lucy Hawking, sua filha, “Breves Respostas para Grandes Questões” não é apenas a última mensagem de um grande gênio: é seu presente final para a humanidade.

Bônus: “Impacto na Encruzilhada”, Fabio Deboni

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Impacto na encruzilhada é um livro escrito para abrir caminhos na trincheira dos negócios de impacto social do país. A obra nasce justamente em um momento de grande euforia, em que muito se fala e pouco se debate sobre dilemas do setor. O impacto virou a moda da vez e o propósito o mantra perseguido por profissionais das mais diversas organizações.

Situação oportuna para inovações sociais, mas também para práticas mercadológicas do “faça o bem para ficar bem”. É justamente nesse cenário de muita espuma e pouca crítica que o livro faz sua maior contribuição.

Ajuda o leitor a separar o joio do trigo e elucida valores importantes para quem quer entender (ou entrar) no setor de impacto social. Com visão apurada de quem vivencia o setor por dentro há mais de uma década, o autor Fábio Deboni propõe três eixos para pensar o impacto: inovação social, negócios de impacto e investimento social privado. A obra traz uma seleção de artigos e reflexões do autor em uma radiografia precisa sobre o presente e o futuro do setor.

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Créditos: Imagem Destaque – Evgeny Karandaev / Shutterstock

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