A luta contra fake news: Como identificar uma notícia falsa

Você já deve ter ouvido falar em fake news (é claro!), afinal, não se fala em outra coisa atualmente. Aqui no InovaSocial, nós já falamos que “acreditar em fake news pode nos custar a democracia”. A frase pode parecer uma afirmação alarmista, mas pior que é verdade. Isso já foi usado anteriormente e funcionou. O termo “fake news” pode parecer algo recente e cria das redes sociais, mas já vimos isso em vários momentos da história.

Na Segunda Guerra, por parte dos Aliados, as notícias falsas eram chamadas de “contrainformação”. Ainda no mesmo período, Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista, chamava a estratégia de “propaganda de guerra”. George W. Bush convenceu (quase) todo mundo de que o Iraque possuía armas de destruição em massa e derrubou Saddam Hussein. Enfim, os exemplos são incontáveis e usei as guerras para ilustrar porque são consequências extremas, mas as “fake news” estão em todos os lugares.

Seja com um objetivo específico (vender um produto, derrubar/impulsionar um político, por exemplo) ou simplesmente para criar o caos e/ou para fazer uma “brincadeira”, as fake news estão por todos os lados. Foi pensando nisso que grandes veículos nacionais iniciaram uma batalha contra a desinformação (e para manter a credibilidade deles).

O grupo Globo, por exemplo, reuniu jornalistas do G1, O Globo, Extra, Época, Valor, CBN, Globonews e TV Globo e lançou o serviço “Fato ou Fake”, que checa a veracidade de conteúdos suspeitos. O SBT também entrou na onda e lançou o “SBT Contra Fake News”, uma série de vídeos exclusivos para internet. O Facebook, em parceria com as agências de verificação de fatos Agência Lupa e Aos Fatos, também entrou na briga. Isso sem contar o Boatos.org, talvez um dos sites mais antigos neste campo.

Agora, se você é daqueles que já sai falando “Globo falando de fake news? Eles são os maiores produtores de fake news” ou “a Agência Lupa é de esquerda e vai censurar a direita”, por favor, reflita essas afirmações com bom senso. Não ache que, por existir mentira de todos os lados, tudo é conspiração. A Globo pode até ser tendenciosa em alguns momentos, mas tem muito jornalista sério trabalhando lá. O mesmo da Agência Lupa e tantos outros. Para evitar as fakes news, vou dar algumas dicas:

Dica #1: Use o bom senso e busque informação

Como posso identificar, combater e evitar as notícias falsas? A minha primeira dica é “use o bom senso”. Veja bem, mesmo não sendo jornalista por formação, passei por várias redações importantes do país e, atualmente, produzo conteúdo diariamente, o que me leva a acompanhar cerca de 6 telejornais todos os dias e ler inúmeras notícias. Ou seja, meu radar de fake news é afiado, afinal, tenho expertise dos dois lados da moeda (produtor e consumidor), mas também posso afirmar – categoricamente – que existem muitas notícias bizarras.

Como, por exemplo, o cão pug que foi “fichado” pela polícia nos EUA ou a igreja que pediu para que seus fiéis “parassem de orar por neve”. Mas basta um pingo de bom senso e informação, para ver que não existe feijão contaminado com superbactéria ou que manga com leite não faz mal.

Dica #2: Suspeite de fontes desconhecidas

“Mas quem mandou essa mensagem foi a minha tia Maria.” Pois bem, a sua tia Maria pode ter caído numa notícia falsa. Isso não quer dizer que a tia Maria agiu de má-fé, ela simplesmente chancelou algo sem pesquisar. Aprenda, “o primo do meu vizinho” não é uma fonte confiável, assim como aquele site que não é assinado por ninguém ou por um autor genérico.

Dica #3: Os especialistas em fake news

Isso não é 100% garantido, visto que muitas fake news creditam autores sem eles nunca terem dito nada (Clarice Lispector e Sérgio Moro que o digam), mas desconfie de notícias com fontes desconhecidas. Coisas como “Especialistas afirmam” e/ou “Médicos do Hospital X” têm grande chances de serem falsas.

Dica #4: Compartilhe urgentemente!

“Compartilhe com o maior número de pessoas possíveis” ou “Envie para amigos e parentes” são um dos maiores indícios de fake news. Jornalista sério não fica pedindo para compartilhar matéria. Já pensou o William Bonner terminando o Jornal Nacional com “E não esquece de compartilhar as notícias de hoje no seu Facebook e no grupo de Whatsapp da família. Boa noite!”?

Dica #5: WhatsApp não é fonte

Recentemente o WhatsApp implementou uma funcionalidade que mostra as mensagens redirecionadas, ou seja, que não foram escritas pela pessoa que a enviou. Se a pessoa não teve o trabalho de escrever a mensagem, você acha que ela teve o trabalho de verificar a veracidade da mesma?! Por favor, grupo de WhatsApp não é fonte para notícias. Na dúvida, faça uma pesquisa rápida no Google.

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