Gogoro e GoStations: Soluções chinesas para a mobilidade elétrica

A queda de parte de um viaduto em São Paulo expôs um dos grandes pontos fracos da maior metrópole da América Latina, a mobilidade. Talvez isso não seja nenhuma novidade para você, mas para muitos brasileiros, a mobilidade ainda tem total relação com o automóvel. Só para se ter uma ideia do tamanho do transtorno, o viaduto em questão consegue impactar quase 1 milhão de pessoas diariamente. No entanto, grande parte destas pessoas não estão nos carros que passam pela Marginal Pinheiros, mas na ciclovia e linha de trem que passa por lá. Curioso, não?

Isso acontece porque São Paulo possui mais de 12 milhões de habitantes. Agora imagine uma cidade como Pequim, que o volume quase que dobra (atualmente são cerca de 22 milhões de pessoas na capital chinesa). Por lá, além do volume de carros ser um problema de mobilidade, também é um problema ambiental. Tanto que desde 2014, a China tem como meta para 2020 reduzir 40% da concentração das partículas mais poluentes (levando em conta os números de 2013).

Junte os dois fatores e o resultado é uma China na liderança da mobilidade elétrica. Um case bem interessante neste âmbito e que flerta com a economia colaborativa é a Gogoro, uma scooter inteligente que usa baterias removíveis como “combustível”. Ao invés de você ficar esperando carregar a bateria, a empresa chinesa oferece (por meio de uma assinatura mensal) uma rede de 873 GoStations, mini centrais de abastecimento que liberam um par de baterias em até 6 segundos. É como se você só trocasse a pilha AA da sua motocicleta.

gogoro-sistema-scooter-eletrica-china-inovasocial

Além de ajudar a luta contra a emissão de CO2 e incentivar a mobilidade elétrica, o sistema também permite praticidade para o cliente (segundo a empresa, é possível encontrar uma GoStation em um raio de 1km, em qualquer lugar de Taipé). Ainda segundo a fabricante, os modelos de Gogoro são vendidos por preços que variam de US$3.900 a US$4.700, e o modelo mais rápido tem aceleração de 0-50 km/h em apenas 3.9 segundos. Isso sem contar o design, que inclui os modelos Adventure (visual mais urbano) e a Café Racer (inspiradas nas britânicas Café Racers, categoria de motocicleta desenvolvida para corridas de curto percurso que eram utilizadas por jovens na década de 60 para apostar corridas entre cafés).

___

Gostou do texto e quer fazer parte da nossa comunidade? Envie uma sugestão de pauta, um texto autoral ou críticas sobre o conteúdo para contato@inovasocial.com.br.

Deixe uma resposta

Receba conteúdo exclusivo

Para não perder os próximos conteúdos do InovaSocial e receber materiais exclusivo em seu e-mail, assine agora a nossa newsletter.
Insira o seu e-mail