E se o plástico não virasse resíduo no mar? Pesquisadores desenvolveram um material vegetal que se dissolve em água salgada em poucas horas, sem virar microplástico. Em vez de “degradar devagar”, ele foi pensado para desaparecer de forma limpa.
Muitos plásticos “biodegradáveis” até mudam de aparência, mas continuam se quebrando em pedacinhos por muito tempo. Esses pedacinhos são os microplásticos, que se espalham pelo oceano e pela cadeia alimentar. Por isso, a proposta desse novo material chama atenção, já que ele não foi feito para “ir fragmentando”, e sim para se dissolver sem deixar resíduos sólidos no mar.
A base do plástico é celulose, componente natural das plantas. Os cientistas usaram um derivado já conhecido e usado em produtos do dia a dia, o que pode facilitar o caminho até aplicações reais, como embalagens e filmes finos
Ele foi pensado para ser “forte quando precisa”. Mas ao entrar em contato com água salgada, as ligações que dão estrutura ao plástico vão se desfazendo. Em testes com água do mar artificial, ele se dissolveu em poucas horas, sem virar pó nem microplástico
Para virar embalagem, o material precisava ser mais flexível. A equipe ajustou isso com um “amaciador” usado em alimentos, criando versões rígidas, flexíveis e até filmes transparentes. E o plástico ainda pode ser reprocessado algumas vezes antes do fim.
Não adianta ser ecológico se não funcionar na prática.