Quando o caminhão leva o lixo embora, ele só sai da nossa vista. A partir dali, começa outro caminho, que muda conforme o tipo de resíduo e a estrutura de cada cidade.
Siga para entender.
Em cidades maiores, os caminhões da coleta podem descarregar os resíduos em estações de transbordo. Ali, o material é transferido para veículos com maior capacidade, que transportam volumes maiores até instalações mais distantes, reduzindo o número de viagens.
Nem todo lixo vai direto para um aterro.
Papel, plástico, vidro e metal podem seguir para cooperativas ou centrais de triagem, onde são separados por tipo e qualidade. O que tem condições de ser reaproveitado é encaminhado para reciclagem e pode voltar à cadeia produtiva como matéria-prima.
A coleta seletiva abre outro caminho para os resíduos.
Grande parte dos resíduos acaba em aterros sanitários. Diferentemente de um lixão, o aterro é uma estrutura planejada para receber rejeitos com controle ambiental. O solo é preparado, o chorume precisa ser coletado e tratado e os gases gerados pela decomposição também podem ser captados.
E o que não pode ser reaproveitado?
Quando recicláveis, restos de comida e rejeitos são misturados, materiais que poderiam ser aproveitados podem acabar descartados. Separar corretamente ajuda, mas o resultado também depende da coleta seletiva, da triagem e da infraestrutura existente em cada cidade.
O destino começa antes de o caminhão chegar.
Entender para onde o lixo vai também ajuda a entender como a cidade funciona.