Os dois termos falam em equilibrar emissões de gases de efeito estufa. Eles aparecem quase como sinônimos, mas os caminhos para chegar a cada meta podem ser bem diferentes.

Carbono neutro e net zero são a mesma coisa?

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A lógica é medir as emissões, reduzi-las sempre que possível e compensar o que restar. Essa compensação pode incluir créditos de carbono. Assim, uma empresa, produto ou evento pode ser carbono neutro mesmo continuando a gerar emissões. Compensar esse saldo não significa que ele deixou de existir.

O que é carbono neutro?

Net zero exige ir mais fundo: a prioridade é cortar as emissões de forma ampla e consistente. Só aquilo que realmente não puder ser eliminado permanece como emissão residual. Em padrões como o da SBTi, esse saldo final precisa ser neutralizado com remoções de carbono da atmosfera.

E o que é net zero?

Nos dois casos pode existir um saldo residual. O que muda é quanto precisa ser reduzido antes e como esse restante é tratado.

A neutralidade de carbono pode envolver uma participação maior de compensações. Já o net zero exige que cortes profundos nas próprias emissões venham primeiro.

Quando uma empresa fala em “carbono neutro” ou “net zero”, vale observar quanto das emissões será realmente reduzido e quanto dependerá de compensações ou remoções.