TeamViewer e CVV ajudam a salvar vidas no Brasil

Os números de suicídios no mundo aumentam a cada dia. No Brasil, suicídio é considerado problema de saúde pública pelo Ministério da Saúde, com estatísticas alarmantes: a cada hora, três pessoas tentam tirar a vida e uma delas consegue.

A organização civil e sem fins lucrativos CVV (ComoVaiVocê) – ou Centro de Valorização da Vida – vem ajudando a salvar vidas desde 1962, fornecendo suporte e conexão para quem se encontra sozinho, em desespero, e sente que o suicídio é a única saída. Diariamente, a entidade recebe centenas de ligações gratuitas por meio da linha direta 188, com atendimento 24 horas via voluntários altamente treinados, que também realizam sessões de acompanhamento individual em escritórios e usam aplicativos de chat.

Sarah Roberta Gonçalves, especialista em TI, é voluntária CVV desde 2016 e juntou-se à organização após assistir a um filme sobre suicídio e pesquisar sobre o assunto. Primeiramente, Sarah fornecia assistência por Skype, passando posteriormente a utilizar o software VoIP Jitsi. Como recentemente sua vida a levou ao exterior, Sarah e a equipe de voluntários de TI do CVV tem utilizado seus conhecimentos para apoiar a organização no Brasil.

“O CVV responde a cerca de 200 ligações por dia, fornece aconselhamento individual, responde e-mails e tem chat ao vivo – tudo ao mesmo tempo,” diz ela.

Mas nem sempre foi assim. Antigamente, as chamadas de crise eram respondidas apenas quando alguém estava no escritório ou no centro de ligações. Com o advento de tecnologias de comunicação de longo alcance e acessibilidade, o CVV consegue hoje conectar-se com pessoas de quase qualquer lugar no Brasil, fornecendo serviços em áreas remotas que antes não eram facilmente alcançadas. Dispositivos móveis e software VoIP eliminaram as barreiras que impediam as pessoas de receber ajuda, delineando também novos desafios para a equipe de Tecnologia do CVV.

Segundo William Bottoni, coordenador de estação virtual, à medida que modernização, acessibilidade e tecnologia tornaram-se grande parte da vida cotidiana, o CVV sentiu necessidade de uma solução de suporte de acesso remoto que fosse fácil de implementar, usar e manter, fornecendo altíssimos níveis de segurança aos orientadores e àqueles que procuram o serviço de ajuda. A organização partiu em busca do software dos sonhos e escolheu o TeamViewer, da empresa alemã homônima especialista em tecnologias para suporte e acesso remoto, monitoramento e colaboração em equipe.

Sarah e o time de TI do CVV apoiam dois mil voluntários que utilizam a ferramenta para acesso e suporte remoto via PC, Mac ou dispositivos móveis. “Como o software é muito intuitivo, a implementação e a configuração do Jitsi (aplicativo VoIP), chat e software de e-mail são muito práticas, tornando tudo muito mais fácil para os voluntários que não entendem de tecnologia – e melhorando o já eficiente trabalho de ajuda para quem liga para o CVV”.

Segurança a toda prova

Outro fator importante que levou o CVV à escolha do TeamViewer em sua rotina de trabalho e ajuda ao próximo é o elevado nível de segurança e privacidade da tecnologia. Muitas pessoas usam seus computadores pessoais e isso pode soar um pouco assustador a princípio. E essa barreira também foi quebrada através do software. Por se tratar de um software muito estável e confiável, ele gera uma nova senha para cada sessão – e isso pode trazer muita tranquilidade a todos.

O recurso oferece ainda segurança adicional contra acesso não autorizado ao sistema remoto, protegendo os dados dos voluntários e mantendo seguras as informações que coletam sobre as pessoas que procuram o CVV. A troca principal também garante proteção completa de dados cliente-a-cliente, uma vez que os servidores de roteamento da ferramenta não conseguem ler o fluxo de dados. O TeamViewer está também em conformidade com os mais modernos protocolos de segurança online, como https e SSL.

“É um grande aliado que simplifica o trabalho de suporte e nos ajuda a salvar vidas”, afirma Sarah Gonçalves. Ela explica que sem o TeamViewer, a equipe teria que fazer tudo à moda antiga e poderia levar até uma semana para sanar o que pode ser feito em minutos. “Não sei como poderíamos apoiar a todos sem o software, afinal tempo é crucial quando se trata de pessoas à beira do suicídio”.

Atualmente, dois mil voluntários do CVV atendem a mais de dois milhões de pessoas em todo o Brasil. Para saber mais sobre o CVV, clique aqui e acesse o site oficial da associação.

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