sKan: Aparelho que pode detectar câncer de pele vence Prêmio James Dyson

Melanoma é um tipo de câncer de pele que, quando diagnosticado e tratado em seu estágio inicial, é curável na maioria das vezes. Mesmo assim, há muitos casos de melanoma que são identificados apenas quando a doença está em estágio avançado; por isso, segundo a James Dyson Foundation, 80% de todas as mortes relacionadas ao câncer de pele são devidas ao melanoma. Pensando nisso, um grupo de quatro estudantes de engenharia da Universidade McMaster (Hamilton, Canadá) criou um dispositivo de detecção de melanoma de baixo custo e fácil de usar, chamado sKan, que acabou de ganhar o Prêmio James Dyson pelo seu projeto. Essa é uma invenção de extrema importância e deve ser celebrada, considerando todo seu potencial de mudar totalmente a forma como diagnosticamos o câncer de pele.

Atualmente, médicos contam com exames visuais para diagnosticar pacientes com melanoma, ou então também é possível o uso de um dispositivo médico – o que tem custos muito altos.Para os alunos, era importante criar algo simples, que pudesse estar dentro de qualquer consultório médico. Atualmente, o dispositivo sKan tem uma previsão de um custo de US$ 1.000, enquanto a atual tecnologia disponível pode custar mais de US$ 25.000, de acordo com o Tech Radar.

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Os criadores do sKan descobriram que a estatística sobre as mortes relacionadas ao melanoma era inaceitável e começaram a trabalhar para fazer com que o projeto se tornasse real.

“Achamos inaceitável que tantas vidas sejam perdidas anualmente por algo que poderia ter sido facilmente evitado se detectado anteriormente”, disse a equipe.

Como funciona o sKan?

Como alternativa ao método comum de fazer se uma biópsia, a equipe propôs que o diagnóstico pudesse ser feito usando um dispositivo não invasivo colocado na parte superior da pele do paciente. Uma vez fixado na pele, o dispositivo aplica uma sensação de resfriamento à área em questão, através de uma série de termistores. Em seguida, é registrado o tempo que a pele leva para retornar à sua temperatura normal.

“As células cancerígenas têm uma taxa metabólica mais alta do que as células normais, e, por isso, liberam mais calor”, explicou o time. “Isso significa que, após o choque térmico ser aplicado, o tecido cancerígeno recuperará o calor mais rapidamente do que o tecido não cancerígeno, indicando uma forte probabilidade de melanoma.”

Os resultados são transferidos para um computador e exibidos em forma de um mapa de calor e um gráfico de tempo, que mostra o tempo que diferentes áreas da pele levaram para aquecer novamente.

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Então, a combinação desses resultados mostraria presença ou ausência de melanoma.

O trabalho árduo e engenhoso da equipe levou os estudantes à posição de vencedores do Prêmio James Dyson, um prêmio internacional design que celebra invenções de estudantes universitários, com o objetivo de inspirar a próxima geração de estudantes. A premiação veio com um bônus de quase US$ 40.000, que a equipe planeja usar para protótipos do sKan e também para realizar testes clínicos do dispositivo.

“Ao usar componentes amplamente disponíveis e de baixo custo, o sKan permite que a detecção de câncer de pele melanoma seja facilmente acessível para muitos pacientes”, disse James Dyson, designer britânico fundador da Dyson. “É um dispositivo muito inteligente, com o potencial de salvar vidas ao redor do mundo.”

A equipe está ansiosa para os próximos passos em sua jornada, o próximo passo é obter aprovação da Food and Drug Administration, a agência que regula dispositivos médicos no país, para fazer com que o sKan esteja, o quanto antes, nas mãos de médicos e pacientes que se beneficiarão de suas funcionalidade. O objetivo da equipe é que, no futuro, seu dispositivo possa detectar mais de 130.000 casos de melanoma ao ano.

Para saber mais sobre o sKan, assista ao vídeo abaixo:

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