ODS 17: Mulheres hondurenhas iluminam o caminho

No texto de hoje, falaremos sobre um assunto relacionado ao ODS nº 17 – Parcerias e Meios de Implementação. De acordo com Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), “o mundo hoje é mais interconectado do que antes. Melhorar o acesso à tecnologia e conhecimento é uma importante maneira de compartilhar ideias e promover a inovação. Políticas coordenadas para ajudar países em desenvolvimento a gerenciarem seus débitos, assim como promover investimentos para os menos desenvolvidos, são vitais para o alcance do desenvolvimento e crescimento sustentável.”

Já de acordo com a plataforma Agenda 2030 (do PNUD), “o ODS 17 propõe o caminho para a realização efetiva da Agenda 2030 por todos os países, e a coordenação de esforços na arena internacional é essencial para isso. A Cooperação Sul-Sul e triangular, a transferência de tecnologia, o intercâmbio de dados e capital humano, bem como a assistência oficial ao desenvolvimento são alguns dos principais meios para o alcance dos ODS.”

Você pode conferir as metas do objetivo nº 17 neste link.

Elas não sabem ler ou escrever. Ainda assim Iris Marlene Espinal, Carmen Lourdes Zambrano Cruz, Alnora Casy Estrada e Ingrid Miranda Martinez estão projetando um futuro com energia segura. As quatro mulheres, todas de lugares remotos de Honduras, lideram esforços para instalar, mantar e reparar equipamentos de energia solar em suas comunidades. Até agora, elas instalaram mais de 200 painéis, cada um gerando 85 watts de energia para uso doméstico e outros usos.

“Além de nos fornecer luz, podemos usar o rádio e a TV,” diz Juanita Zambrano, de 69 anos, de Los Hornos. “Também podemos carregar nossos celulares e lâmpadas. Podemos ouvir as notícias, ler a Bíblia, conversar… E corremos menos risco de incêndios.”

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Foto: PNUD Honduras

As mulheres aprenderam suas habilidades através do programa de energia solar no Barefoot College, em Tilonia, na Índia. A instituição é pioneira no campo do ensino de processos tecnológicos complexos para alunos analfabetos.

Seu programa de estudos de seis meses sobre Engenharia Solar foi possível graças a uma parceria entre o Governo da Índia e o Small Grants Programme (SGP), um programa de bolsas da Fundo Mundial para o Ambiente (GEF) com o PNUD.

A iniciativa se expandiu para 18 países. Como resultado, 71 mulheres foram treinadas como engenheiras solares, que eletrizaram 3.778 residências em 52 aldeias. Mulheres e meninas se beneficiaram, pois agora são capazes de dedicar mais tempo à educação e atividades geradoras de renda.

“Não tínhamos diplomas como estudantes em uma universidade normal,” diz Alnora Casy. “Na Índia, aprendemos usando uma abordagem prática. Trouxemos de volta muito conhecimento para beneficiar nossas comunidades e, de certo modo, ajudá-las a escapar da pobreza.”

De volta para casa em Honduras, Marlene, Carmen, Alnora e Ingrid estão compartilhando com outros membros de suas comunidades o que aprenderam. Juntos, elas garantem que seus filhos e os filhos de seus vizinhos tenham a chance de aprender a ler e a escrever.

“Sem nenhuma luz, nossos filhos não podem estudar em casa,” diz Juanita, do Los Hornos. “Agora dormimos às nove e as crianças podem estudar à noite.”

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Foto: PNUD Honduras

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Essa publicação adaptada para o português a partir do texto Honduran Women Light The Way: A partnership between the Barefoot College, the Government of India and UNDP´s Small Grants Programme enabled “solar engineers” to bring energy to their community, produzido pelo PNUD Honduras.

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