Cientista de Uganda cria teste de malária não invasivo e ganha prêmio

De acordo com a OMS, estima-se que a malária mate mais de 400 mil pessoas todos os anos. Deste número, em 2016, cerca de 80% delas foram registradas na África subsaariana e Índia, e um dos problemas no ciclo da doença está no diagnóstico. Para identificá-la é necessário um exame de sangue. Mas isso tudo pode estar prestes a mudar.

O cientista da computação Brian Gitta, co-fundador da thinkIT, em Uganda, e seu time desenvolveram o Matibabu (palavra em suaíli que significa “centro médico”), um sistema que permite diagnosticar a malária de forma não invasiva. Por meio de um feixe de luz vermelho, o teste identifica mudanças na forma, cor e concentração das células vermelhas do sangue, apresentando o diagnóstico em até um minuto na tela do celular ou do computador conectado ao kit (confira no vídeo abaixo).

De baixo custo, sem a necessidade de um especialista para operar e reutilizável, o Matibabu tem chamado atenção de várias empresas e ONGs que lutam contra a malária e, no começo de junho, recebeu o Prêmio África de Inovação em Engenharia, tornando Gitta o mais jovem vencedor do prêmio. Além do título, o time da thinkIT levou o prêmio de £25,000 para desenvolver na evolução do sistema.

“Em primeiro lugar, vamos desenvolver o kit para hospitais, para que as pessoas possam se familiarizar com a marca e conquistar a confiança dos pacientes”, afirmou o jovem empreendedor em entrevista para a Associated Press. Já Rebecca Enonchong, membro do júri do Prêmio África, afirmou que o “Matibabu é simplesmente transformador”.

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