União Europeia quer acabar com plásticos não recicláveis até 2030

No início da última semana (16), a Comissão Europeia anunciou que 2030 é a data limite para acabar com as embalagens plásticas descartáveis, ou seja, feitas com plásticos que não são recicláveis (a ideia da proposta é apostar no plástico reciclável e limitar o uso dos microplásticos, um dos principais poluentes dos oceanos). O impacto da aposta não seria apenas ambiental, mas também econômica. Atualmente o mercado de recicláveis movimenta €340 mil milhões e emprega 1,5 milhões de pessoas na Europa.

Em um tweet no dia seguinte, Frans Timmermans, vice-presidente da Comissão Europeia e responsável pelo desenvolvimento sustentável, foi ainda mais radical. Segundo ele, “despejamos cerca de 700kg de plástico por segundo nos oceanos. Se não mudarmos a forma como produzimos e utilizamos objetos plásticos, em 2050 haverá mais plástico do que peixes no oceano”. Ainda de acordo com Timmermans, “as embalagens plásticas representam 60% de todos os resíduos de plástico e 95% do valor econômico (investido) é perdido”.

O objetivo da Comissão é tornar a reciclagem mais rentável para as empresas, aumentando e melhorando o processo atual (na Europa, apenas 30% dos 25 milhões de toneladas de resíduos plásticos são recolhidos). Além disso, a criação de 200 mil empregos na área de triagem e reciclagem é outra meta para 2030 e o despejo de lixo nos mares será proibido com novas normas.

O plano foi elogiado por diversos pesquisadores, entre eles Erik Solheim, diretor da ONU Meio Ambiente, que, por meio do Twitter, afirmou: “Não temos tempo a perder! O #PlasticStrategy (como foi chamado o plano) adotado pela União Europeia é o tipo de liderança que precisamos. Os oceanos estão entupidos com plásticos e estratégias como estas são críticas para salvar nossos mares”.

A Europa já vê alguns exemplos nessa linha. Em Lisboa, a câmara municipal pretende definir uma série de regras restritivas para a utilização de copos plásticos descartáveis em estabelecimentos comerciais. A iniciativa faria parte de um plano municipal de gestão de resíduos que prevê reduzir os resíduos da cidade em 10% até 2020.

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