Transtornos mentais e a Internet: Sim, é importante falar sobre o assunto!

Há algumas semanas, tive a primeira crise de ansiedade da minha vida. E eu só soube que aquilo era uma crise de ansiedade porque as pessoas estão cada vez mais usando a internet para compartilhar suas experiências com transtornos mentais. Para minha sorte, ter consumido conteúdo sobre o assunto fez com que eu entendesse o que estava acontecendo. Saber que aquela sensação iria passar me ajudou a me acalmar e a pedir ajuda. E, sinceramente, não sei como teria sido caso não soubesse o que estava acontecendo comigo naquele momento.

O episódio foi uma situação isolada e ocorreu em um período de muito stress na vida pessoal e, sinceramente, ainda não procurei um profissional para me certificar de que tenho algum transtorno de ansiedade. De qualquer forma, esse texto não é sobre mim, mas sim sobre a importância por trás desses novos diálogos acerca de transtornos mentais.

Segundo a OMS, cerca de 9,3% dos brasileiros apresentam os sintomas do transtorno de ansiedade, é a maior taxa do mundo. Os números não negam: está mais do que na hora de falarmos sobre o assunto.

O grande problema a ser enfrentando é que o motivo pelo qual a sociedade tem uma percepção diferente de transtornos mentais como depressão, ansiedade, bipolaridade, TOC, entre outros, é que eles não são visualmente perceptíveis. A sociedade não trata os transtornos mentais da mesma forma como ela trata doenças físicas. Ninguém fala para uma pessoa gripada que ela está doente por falta de esforço para melhorar, fala? Mas, sem dúvidas, uma pessoa com depressão já ouviu esse tipo de “conselho” uma centena de vezes.

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Imagem: BuzzFeed

A situação se complica ainda mais quando é necessária uma medicação para tratar o transtorno mental. Por que um antidepressivo não é visto da mesma forma que um medicamento para o coração? A resposta para tal pergunta é fácil de dizer, mas nos leva para um problema que ainda está em processo de ser resolvido: falta de informação.

A nossa mente é um labirinto quase que infinito e cheio de possibilidades. É de uma prepotência enorme acreditar que nós temos total controle de nosso cérebro. Na verdade, é ele quem nos controla. Se nós não conseguimos definir como nosso coração, nosso fígado e nosso estômago trabalham, por que é tão difícil de entender que, na maioria esmagadora das vezes, o mesmo acontece com nosso cérebro?

O grande problema causado por tanta falta de informação é que quem precisa de ajuda para tratar um transtorno mental muitas vezes não procura um tratamento, o que faz com que o problema só se prolongue.

A única forma de combater isso e ajudar cada vez mais pessoas é falar sobre o assunto, disseminar informação e iniciar diálogos. Antes de tudo, é preciso entender que transtornos mentais são tão perigosos para o nosso corpo quanto doenças físicas e também precisam de atenção, ajuda e tratamento. Vídeos no YouTube não curam doenças, mas a informação sempre é um caminho. Aqui estão alguns produtores de conteúdo que deram um passo à frente e decidiram compartilhar suas experiências, falando sobre transtornos mentais com o mundo:

  • PC Siqueira


  • Liliane Prata


  • Jessica Tauane


  • Ana de Cesaro


  • Karol Pinheiro


  • Mirian Bottan

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