HIV, informação e empatia: Conheça o Cartaz Positivo

HIV, informação e empatia: Conheça o Cartaz Positivo

“Às vezes, eu me sentia um pouco como uma bomba. Nariz sangrou na escola era ‘Para tudo!'” – Micaela Cyrino, Artista Visual e portadora do vírus HIV.

Em 2015, o GIV (Grupo de Incentivo à Vida), junto à agência Ogilvy & Mather, produziram uma campanha nomeada de Cartaz Positivo: Foram espalhados por São Paulo cartazes com sangue de pessoas soropositivo, com o objetivo de abordar o estigma e discriminação sobre as pessoas vivendo com o vírus. Apesar da epidemia estar entre nós há vários anos, nos quais ocorreram muitos avanços em matéria de tratamento e prevenção, o estigma ainda persiste.

O Cartaz Positivo ficou conhecido mundialmente e foi vencedor do Leão de Prata em Cannes 2015.

Para ver detalhes sobre a campanha, assista ao vídeo abaixo:

Texto do Cartaz:

“Eu sou um cartaz HIV positivo
Minhas medidas são 40 x 60 centímetros.
Fui impresso em papel Alta Alvura e minha gramatura é 250.
Eu sou exatamente como qualquer outro cartaz.
Com um detalhe: sou HIV positivo.
É isso mesmo que você leu. Sou portador do vírus.
Carrego em mim uma gota de sangue HIV positivo. De verdade.
Neste momento, você pode estar dando um passo
para trás se perguntando se eu ofereço algum perigo.
Minha resposta é: nem de longe.
O HIV não sobrevive fora do corpo humano por mais de uma hora.
Por isso, o sangue neste cartaz não traz nenhum perigo.
Assim como conviver com um soropositivo.
Você contrai o HIV se tiver relações sexuais sem preservativos
com alguém que não está em tratamento efetivo,
se partilhar de agulhas e seringas com sangue contaminado.
Sim, você pode conviver comigo
e com qualquer pessoa soropositiva numa boa.
Nós podemos exercer nossa função na sociedade perfeitamente.
E arrisco dizer que, se eu não tivesse revelado
que tenho HIV, talvez você nem tivesse notado.
Porque ser soropositivo não determina quem você é.
Seja para um cartaz ou para um ser humano.
Se o preconceito é uma doença, a informação é a cura.”

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