Onze países, onze anos e uma grande muralha verde africana

Você já ouviu falar sobre a Grande Muralha Verde da África? A ideia do projeto foi concebida há mais de 60 anos, mas a sua efetivação só começou em 2007 e pouca gente conhece detalhes sobre o cinturão verde que vai do Senegal até a Etiópia. Criado em 1952 pelo ambientalista Richard Baker e composta de acácias – árvores resistentes à seca -, a Muralha terá (quando concluída) 7.500 quilômetros de comprimento e 14 de largura, e tem como objetivo bloquear o vento e a areia que vem do Saara.

Atualmente, o projeto é encabeçado pela União Africana, Jardins Botânicos do Reino Unido, ONU e o Banco Mundial e deve consumir US$ 8 bilhões até 2020, ano previsto para a sua conclusão. De acordo com Absaman Moudouba, líder de um vilarejo no sul do Senegal, em entrevista para a BBC, o projeto está revertendo a desertificação. “Quando não havia árvores, o vento escavava e desgastava o solo. Mas está mais protegido agora. As folhas viram compostagem e a sombra aumenta a umidade do ambiente – e assim há menos necessidade de água”, afirma.

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No entanto, a Muralha Verde tem benefícios que vão além do bloqueio da areia do deserto (apesar da ONU ter afirmado que, em 2025, dois terços das terras aráveis da África estarão cobertos de areia e improdutivas), o projeto tem um impacto sócioeconômico gigantesco nas regiões. Seja impulsionando as agriculturas locais, gerando emprego – calcula-se que foram criados mais de 20 mil empregos diretos na Nigéria – e/ou melhorando a qualidade de vida dos jovens e, consequentemente, evitando que sejam aliciados por grupos terroristas da região, a Grande Muralha se mostra como uma das melhores soluções que a humanidade já colocou em prática para o planeta.

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