Como uma campanha com foco em higiene pessoal está mudando a rotina de estudos de garotas sul-africanas

Ao falar sobre inovação social, nós podemos encontrar diariamente soluções para diversos problemas que fogem completamente da realidade de uma pessoa “comum”. Nós até podemos ter problemas em nossas rotinas, mas a verdade é que nunca saberemos o que é enfrentar diariamente dificuldades em executar simples atividades do dia-a-dia. Para muitas mulheres, por exemplo, é comum mensalmente ir até à farmácia ou ao supermercado comprar produtos para higiene íntima. Porém, a realidade de garotas na Pretoria (África do Sul) é diferente. Lá, moradoras de uma área pobre e rural do país não têm acesso a produtos básicos para higiene pessoal e, durante o período menstrual, elas usam panos velhos para conter o fluxo e ficam em casa durante aquela semana.

Além do custo dos absorventes, ainda existem tabus a respeito do assunto que também fazem com que as garotas fiquem longe da escola. Na África do Sul, estima-se que 7 milhões de garotas entre 13 e 19 anos perdem uma semana de aula todos os meses devido à falta de acesso a produtos que deveriam ser básicos para a higiene de uma mulher. O alto índice de faltas muitas vezes faz com que essas garotas deixem os estudos permanentemente.

Diante desse cenário, uma iniciativa foi criada para mudar a vida das garotas de Pretoria. Para evitar que elas fiquem longe dos estudos todos os meses, a solução veio por meio da distribuição gratuita de coletores menstruais, uma opção sustentável e econômica. A Serith Campaign é um projeto que ajuda garotas que enfrentam problemas de faltas devido à dificuldade de acesso a absorventes, fornecendo coletores menstruais a essas estudantes.

De acordo com Reatlegie Mosiane, Co-Fundadora da Serithi Campaign, o Mina Cup é feito de silicone cirúrgico e foi especialmente desenvolvido para as garotas sul-africanas, podem ser usados por oito horas seguidas e duram até cinco anos. Junto ao coletor, as garotas recebem um kit com instruções de como usar o Mina, que significa “meu” em Zulu. Assim, elas poderão usar o coletor e ir à escola regularmente.

Fornecendo uma forma fácil e acessível de passar pelo período menstrual regularmente, a iniciativa irá ajudar garotas a manter o foco em sua educação.

Quatro grandes empresas aderiram à campanha, incluindo 2 organizações governamentais, e assumiram o comprimisso de distribuir 1.000.000 de coletores às garotas do país!

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