Como o combustível feito a partir de resíduos florestais pode ser benéfico ao meio ambiente e à economia rural

Neste mês, a Alaska Airlines fez história pilotando o primeiro voo comercial usando o primeiro combustível renovável para jatos, produzido a partir de resíduos florestais – mais especificamente: os ramos e gravetos que sobram após a colheita nas florestas.

O vôo decolou na manhã do dia 14 de novembro de 2016 do Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma em direção ao Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington, abastecido com um blend de 20% do biocombustível originado do Noroeste Pacífico.

O combustível do voo foi produzido pela Northwest Advanced Renewables Alliance (NARA), liderada pela Universidade de Washington. A NARA é uma iniciativa que reúne 32 membros de organizações da academia, da aviação, da indústria privada e do governo, que se juntaram pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos para demonstrar a viabilidade de produzir combustível alternativo a partir de resíduos florestais

Enquanto as práticas florestais tradicionais deixam alguns dos materiais de colheita para trás para reabastecer os nutrientes do solo, o excesso de biomassa florestal é geralmente empilhado e queimado. O biocombustível utilizado neste voo foi feito a partir destes resíduos excedentes e também fibras de madeira rejeitadas nas produções, que foram recolhidos a partir de florestas geridas de forma sustentável pertencentes a empresas privadas e também a tribos indígenas. A utilização de resíduos florestais para a produção de biocombustíveis é algo muito interessante porque não compete com a produção de alimentos, a poluição atmosférica é menor com a redução das queimadas, a remoção de resíduos prepara o solo da flores para replantação e a nova indústria de coleta e conversão de biomassa ajuda a criar empregos nas economia rurais.

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Os combustíveis alternativos sustentáveis para aviões reduzem a emissão de gases de efeito estufa em 50-80% ao longo do ciclo de vida do combustível – do crescimento da matéria-prima, do transporte para uma unidade de processamento e da produção. A redução real das emissões depende do tipo de matéria-prima utilizada. O vôo realizado pela Alaska Airlines emitiu 70% menos de dióxido de carbono do que emitiria usando combustível feito a partir do petróleo e esta é uma vitória e tanto para o meio ambiente.

Se a companhia aérea substituísse apenas 20% do suprimento de combustível do Aeroporto Internacional de Seattle-Tacoma por este biocombustível, isto reduziria as emissões de gases de efeito estufa em cerca de 142 mil toneladas métricas de dióxido de carbono. Isso equivale a tirar aproximadamente 30.000 veículos das ruas por um ano.

A Alaska Airlines possui uma área focada em sua missão sustentável e, segundo a marca, valorizar a questão do meio-ambiente é tão importante quanto valorizar sua performance, seus funcionários e a comunidade como um todo.

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