As florestas verticais serão o futuro das cidades?

Aquecimento global, poluição altíssima e falta de verde. Este são apenas alguns dos problemas corriqueiros de uma metrópole. Com a chegada dos “telhados verdes”, vimos uma pontada de esperança surgir com uma solução paliativa e pontual dos nossos problemas ambientais. Mas ainda estamos bem longe de deixarmos as selvas de pedra mais verdes. Projetos como o Madri Rio, apresentado aqui no InovaSocial, são ações isoladas. Mas como podemos melhorar isso?

Um projeto lançado em outubro de 2014 em Milão, na Itália, pode ser uma das respostas. O Bosco Verticale, duas torres, com 112 e 80 metros, que abrigam mais de 780 árvores, 5 mil arbustos e 11 mil plantas rasteiras. Colocadas em uma floresta, toda esta vegetação cobriria cerca de 20.000 m². No entanto, este bosque vertical não são apenas dois prédios coberto de plantas. A floresta vertical, desenvolvida pelos arquitetos Stefano Boeri, Gianandrea Barreca, Giovanni La Varra, permite que os prédios tenham seu próprio microclima, produzindo umidade, absorvendo CO² e protegendo os residentes da poluição sonora e radiação solar. Além de tudo isso, calcula-se que cerca de 1.600 espécies de pássaros e borboletas se beneficiarão com o Bosco Verticale.

A boa notícia é que o projeto desenvolvido pelo time da Stefano Boeri Architetti não ficará limitado à cidade italiana. No começo de novembro, o escritório ganhou uma competição na China e construirá a primeira floresta vertical em Liuzhou, cidade no sul do país. Além disso, eles também já iniciaram um projeto na província de Guizhou, onde será construído o primeiro hotel com conceito de floresta vertical. O projeto, previsto para 2017, contará com mais de 31.000 m², 250 quartos e seguirá a topografia e ecossistema original do local.

Projetos como o Bosco Verticale e a floresta vertical de Liuzhou nos fazem pensar se este não seria o futuro da paisagem das metrópoles. Devido ao alto custo, este tipo de projeto poderia começar com prédios comerciais e, depois, evoluir para residências. Conforme falei alguns parágrafos atrás, este tipo de iniciativa não ajuda só a reduzir a poluição dos grandes centros, mas talvez fosse uma solução para a síndrome do colapso das colônias, efeito que tem levado algumas abelhas à extinção e, até o momento, ninguém sabe explicar os motivos. Você concorda? Deixe seu comentário abaixo.

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