Precisamos pensar em acessibilidade como algo para todos

No Brasil, mais de 45 milhões de pessoas possuem alguma deficiência – o que representa cerca 25% da população. Dentro desse guarda-chuva, temos as deficiências visual, auditiva, mental, física e múltipla (essa última pode ser separada pelas seguintes dimensões: física e psíquica; sensorial e psíquica; sensorial e física; física, psíquica e sensorial). Algo que muitas dessas mais de 45 milhões tem em comum é a necessidade de espaços verdadeiramente acessíveis, seja no meio físico, no transporte, na informação ou comunicação, em lugares internos e externos, na cidade e no campo.

Muito próximo a esse grupo de pessoas, também podemos falar de pessoas com mobilidade reduzida que não possuem algum tipo de deficiência, como idosos, obesos, gestantes ou pessoas que, seja por um evento provisório ou por uma condição permanente, têm dificuldades de movimentar-se, comprometendo a flexibilidade, a coordenação motora e a percepção.

E se você, que está lendo esta publicação, não possui alguma deficiência, nem é uma pessoa com mobilidade reduzida (seja de forma temporária ou permanente), é importante lembrar que, mais cedo ou mais tarde, você precisará de espaços acessíveis. Daqui a alguns anos, você será um idoso. Ou então, daqui a alguns dias, você pode lesionar a perna jogando futebol, daqui a alguns meses pode estar grávida ou pode sofrer um acidente que comprometa sua mobilidade de alguma forma.


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Pode ser um tanto assustador ler isso, mas precisamos ser realistas. Se amanhã você se tornar uma pessoa que precisa de acessibilidade, você estaria tranquilo com essa questão ou completamente assustado? Bom, eu sei que se amanhã eu tiver minha mobilidade reduzida, é possível que eu não consiga sequer chegar até o portão de minha casa. E isso sim é assustador.

É claro que é importante exercitar a empatia e apoiar grupos dos quais, muitas vezes, não fazemos parte (como apoiar a causa LGBTQ+ sendo uma pessoa cisgênero e heterossexual ou apoiar os direitos da mulheres sendo homem), mas por mais que, hoje, a causa da acessibilidade talvez não seja sua, amanhã ela pode ser – e daqui a algumas décadas, quando você tiver seus 80 e poucos anos, ela certamente será.

Pense na acessibilidade como algo que também é de seu interesse. Observe os espaços que você frequenta: quantos deles são, de fato, acessíveis? Você se vê transitando por esses espaços usando muletas, um bastão guia ou uma cadeira de rodas, por exemplo? Não? Então, algo precisa mudar.


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Para fechar essa reflexão, confira o curta animado “Mr Indifferent”, de Aryasb Feiz. Não é apenas sobre o outro, ou apenas sobre você. É sobre todos nós.

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