Precisamos rever o modelo atual: Brasileiro cria projeto de energia solar e zera conta de luz

Energia solar não é nenhuma novidade, até mesmo quando falamos em regiões sem infraestrutura. Aqui no InovaSocial, sempre que surge alguma novidade, acabamos publicando uma texto. Já falamos bastante sobre Elon Musk e a sua Tesla, sobre projeto de lei de energia renovável e, até mesmo, de soluções na África subsaariana. Mas e o Brasil? Um país com incidência abundante do sol e tão necessitado de energia limpa. Para nossa felicidade, existem boas ideias surgindo.

No Chapadão do Sul, município de Mato Grosso do Sul, o eletrotécnico Alírio Macedo deu uma de Elon Musk e criou um projeto de geração de energia elétrica para residências (diga-se de passagem, muito bem projetado esteticamente) com conexão sem fio para a transmissão de dados sobre a energia gerada e captação por painéis fotovoltaicos (solares).

o sistema tem vida útil de 25 a 30 anos e o investimento no projeto deve retornar em 7 a 8 anos

De acordo com Macedo, “o sistema tem vida útil de 25 a 30 anos e o investimento no projeto deve retornar em 7 a 8 anos”. A expectativa é que o sistema gere, em média, 150 kwh/mês. Outra novidade do projeto é que ele foi o primeiro inversor fotovoltaico On-Gride instalado pela concessionária da região, ou seja, o excedente produzido em energia solar pelo sistema vai para a rede elétrica do bairro e pode ser utilizado em outras residências, gerando um bônus na conta de luz do eletrotécnico, que pode ser utilizado em caso de eventualidades em um prazo de até 3 anos.

Você deve estar se perguntando por quê este tipo de iniciativa de energia solar não é adotada em larga escala. Seria ingênuo falar que não existe lobby por parte das concessionárias. Imagine só, você ter independência elétrica e não precisar pagar diretamente pela energia. No entanto, também é ingenuidade das concessionárias e governo achar que este tipo de iniciativa acabaria com o “mercado de energia elétrica”. É neste ponto que entramos em inovação social na mais pura definição. O modelo de negócio das concessionárias precisam ser revistos. Se não posso ganhar dinheiro com a prestação de serviço na distribuição, por que não ganhar com a prestação de serviço técnico (instalação, manutenção e gestão)? Ora, elas já possuem o know-how no mercado, mão de obra qualificada e mercado – sendo as únicas responsáveis por este tipo de serviço em suas regiões.

Sem contar que o novo modelo passa a riscar as perdas com danos não previstos, como, por exemplo, em caso de acidentes ou roubo de fiação. Assim como as montadoras de veículos estão se reinventando (a Ford, por exemplo, está se posicionando como uma empresa de mobilidade e, não mais, uma simples montadora de carros). Basta pensar um pouco fora da caixa e tentar parar de navegar contra a maré de tendências. A mina de ouro está aí, quem será que vai explorar ela primeiro?

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