10 tendências e tecnologias inovadoras para 2019 – Parte 2

Dando continuidade na nossa lista de 10 tendências e tecnologias inovadoras para 2019, seguiremos falando um pouco mais sobre “Tendências Maduras”, tecnologias e movimentos que já existem e devem impactar cada vez mais o nosso dia a dia. Elas têm sido tendência nos últimos 5 ou 10 anos, mas ainda são pouco exploradas. Confira!

Nota do editor: Caso não tenha lido a primeira parte do texto “10 tendências e tecnologias inovadoras para 2019”, clique aqui e leia a Parte 1.

Blockchain na agenda de impacto social

O blockchain ganhou o mundo em 2018 com as criptomoedas. No entanto, a tecnologia de registro distribuído vai muito além dos “bitcoins”. Para quem ainda não entendeu o que se trata a tecnologia, ela funciona (mais ou menos) como um cartório virtual. A diferença é que, ao invés de você ter uma pessoa autenticando a veracidade daquele documento, você tem uma rede de computadores autenticando a transação/documento.

Uma aposta é que a tecnologia pode ganhar espaço na agenda de impacto social, visto que este é um cenário que precisa de um formato para autenticação e facilidade na captação de investimento. Um exemplo bem interessante neste campo é o programa Moeda Semente, uma plataforma que promove a implantação de práticas sustentáveis de longo prazo e promoção crescimento local que gera desenvolvimento global. Ok, mas como isso funciona?

Empreendedores com projetos de impacto enviam propostas para o programa Moeda Semente. Após selecionados, recebem financiamento e apoio de negócios. Na outra ponta, investidores que buscam projetos de impacto contam com a transparência do blockchain para receber rendimentos e investir em projetos. Com investimento mínimo de US$ 8, o investidor acompanha todas as etapas de desenvolvimento do projeto por meio de uma “auditoria” por blockchain.

Inteligência artificial mais presente e em todos os cantos

No texto de 2018, colocamos os drones como uma tendência de diferenciação, ou seja, tecnologias e movimentos que já existem, mas estão em fase de protótipo ou bem inicial e com crescimento em 2018/2019. Mas você deve estar perguntando “ué, mas já não temos drones por todos os cantos?!”. Sim e não. Temos drones “burros”, que são operados por algum piloto em terra e que não conseguem operar de forma autônoma.

Com a popularização da inteligência artificial, cada vez mais sistemas robóticos serão inseridos no nosso cotidiano. A Intel, por exemplo, lançou no último ano o Neural Compute Stick 2, um pen drive que permite criar algoritmos de IA por meio de redes neurais. Além de portátil, o aparelho custa US$ 99.

A corrida espacial está só começando (de novo!)

Na última semana (3), a China pousou uma sonda no lado oculto da Lua. Muito mais do que isso, o sistema levou uma “micro biosfera” – criada por 28 universidades chinesas – com sementes de batata e ovos de bicho-da-seda para experimentos biológicos. Já do lado ocidental do globo, a Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) concedeu uma permissão para que a SpaceX coloque em órbita mais de 7 mil satélites. O intuito inicial é colocar em operação o programa Starlink, projeto da empresa de Musk que permitirá levar internet de alta velocidade via satélite para qualquer lugar no mundo.

É claro que isso vai bem além. Ter uma rede de 7 mil satélites (para efeito de comparação, atualmente existem cerca de 2 mil em órbita) dará a SpaceX uma vantagem competitiva nunca imaginada. A corrida espacial só está recomeçando.

Refugiados: Uma questão global que atravessa fronteiras

Em 2018 o mundo se viu polarizado com a questão dos refugiados. Na Europa, países fecham fronteiras e, até mesmo, evitaram navios de atracar em portos. No Brasil, cidades fronteiriças com a Venezuela viram o boom migratório invadir seus vilarejos e os ânimos esquentaram. Nos EUA, uma massa de gente chegou a fronteira depois de uma longa e perigosa caminhada por vários países da América Central.

A questão é que, por enquanto, o grande volume de refugiados se dá por conta de guerras ou crises políticas/econômicas. Mas e quando a questão for climática? O Banco Mundial acredita que até 2050, cerca de 143 milhões de pessoas podem serão forçadas a migrarem dentro de seus países na África subsaariana, sul da Ásia e América Latina. Para efeito de comparação, isso é dez vezes mais do que os refugiados da Síria, Sudão do Sul, Afeganistão e Mianmar somados (atualmente, cerca de 12.5 milhões de pessoas).

Estamos falando de ondas migratórias internas, ou seja, não existem fronteiras e – mesmo que houvesse – o fechamento delas não seria a resposta definitiva, seria apenas postergar o problema (como temos visto em vários países da Europa e EUA). Em 2019 veremos a discussão ganhar fôlego e alternativas entrarem em pauta, sejam elas radicais ou não.

Alimentação será um problema emergencial

Desde o dia 01 de agosto de 2018, o mundo entrou em déficit ambiental com o planeta, segundo a ONG Global Footprint Network. Isso significa que atualmente consumimos mais recursos (água, alimentos, madeira, terra e emitimos CO2) do que o planeta é capaz de renovar. A China, por exemplo, consome 28% da carne mundial – o dobro dos EUA – e este número só tende a aumentar. No Brasil, a discussão em torno dos agrotóxicos deve esquentar, com o crescimento da bancada Ruralista e caso as promessas do atual governo se concretizem.

2019 é o ano em que já começamos no vermelho e, ao contrário de questões financeiras, neste caso não podemos cortar. Então, como resolveremos? Indo mais fundo, será que começaremos a tratar esta questão com a gravidade que ela pede ou seguiremos empurrando a questão para debaixo do tapete? Acredito que não e 2019 deve ser o ano para discutirmos o nosso futuro.

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