Moda Sustentável: Estilista brasileira transforma lonas do mar em roupas

Muito se discute sobre a evolução do consumo na vida cotidiana e a moda está, sem dúvidas, no centro disso tudo. Seja na indústria ou na ascensão dos brechós, aprendemos que o consumo afeta diretamente o meio ambiente. Não à toa, já falamos sobre isso aqui no InovaSocial, se você ainda não leu, vale conferir textos “Projetos inspiradores com foco no consumo consciente de moda” e “Pessoas ao redor do mundo estão parando de produzir lixo”.

Mas voltando ao texto de hoje, nós achamos que todas as iniciativas em prol do meio ambiente devem ser celebradas e, como o tema do mês é empreendedorismo social, não tinha como deixar de apresentar a Santa Costura De Todos Os Panos e sua iniciativa com a ONG Mar Limpo. A marca de moda para vestuário feminino do interior de São Paulo se uniu à ONG do litoral norte paulista para retirar resíduos do fundo do mar e reciclá-los, apostando no processo de upcycling, ou seja, transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade.

processo de upcycling, ou seja, transformar resíduos ou produtos inúteis e descartáveis em novos materiais ou produtos de maior valor, uso ou qualidade

Com projetos da estilista Gabriele Meirelles, fundadora da Santa Costura, foram criados quatro peças-chaves feitas inteiramente de lona reciclada que, segundo a própria estilista em entrevista para a revista ELLE, afirmou que “o tecido fala por si só, não precisa de muitos detalhes. Cada pedaço de lona tem uma história marcada.”

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De acordo com o Luiz Carlos Mosso Cabral (Capitão Cabral), fundador da ONG, “Conheci o trabalho da Gabriele por meio de um colaborador e fui procurá-la, então. Ela abraçou o projeto, ampliando-o com ideias muito legais, que realmente agregaram valor aos resíduos. Com o retorno vindo desta coleção, a Mar Limpo vai poder ampliar sua linha de produtos e, consequentemente, aumentar sua capacidade de atuação”.

O projeto teve como objetivo reverter a renda para a limpeza dos oceanos e reaproveitamento de resíduos, por isso todas as peças piloto foram doadas para a ONG, a fim de oferecer continuidade ao projeto.

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