Hysteria: Uma incrível plataforma de conteúdo produzido por mulheres

A histeria existe na sociedade humana desde antes dos relatos de Hipócrates (IV a.C.). No decorrer desses milhares de anos, ela recebeu diferentes interpretações, vindas tanto da medicina, quanto da sociedade. E, por ser algo tão ligado à mulher, a forma como a histeria era vista pela medicina em cada uma das fases históricas da humanidade também diz muito sobre a representação da mulher na sociedade com o passar dos anos.

Histeria é uma palavra que vem do grego e significa “útero” e, para Platão, o útero teria o desejo de conceber crianças, logo, os úteros de mulheres estéreis – ou que não desejassem ter filhos – ficariam irritados, agitando-se e causando a obstrução das passagens de ar e doenças de todas as espécies. Em uma sociedade em que as responsabilidades das mulheres se resumiam apenas a reproduzir e cuidar dos filhos, uma mulher que não cumpria seu papel só poderia estar doente.

Já na Idade Média, os sintomas da histeria eram considerados bruxaria. Então, quando os tratamentos anteriores já eram assustadores e extremamente brutais (como a extração do útero, as internações forçadas e o uso da camisa de força), essas mulheres começaram a ser queimadas em fogueiras.

Apesar de a histeria já ter sido estudada diversas vezes e ter sua percepção modificada ao ponto de não ser considerada uma doença desde os anos 70, sua marca infeliz na história permanece. E hoje, ela precisa ser ressignificada. Pensando nisso, nasceu a Hysteria, uma plataforma de conteúdo produzido por mulheres.

Lançada em outubro de 2017, a Hysteria produz conteúdo em formatos como textos, séries, filmes e podcasts, que abordam assuntos das mais diversas temáticas, com sensibilidade, responsabilidade, bom humor e uma percepção artística de tirar o fôlego.

“O nervosismo não nasce no útero, como historicamente acreditavam os profissionais que definiram a histeria como uma condição feminina. Hysteria é um espaço que pega o útero de volta com orgulho e avisa, a quem quiser ouvir, que situações de estresse e nervosismo sinalizam que somos humanas e não loucas.”

Para ler, ver e ouvir todo conteúdo produzido pela Hysteria, clique aqui.

E, para conhecer algumas de nossas produções favoritas publicadas na plataforma, confira nossa seleção abaixo:

  •  Alerta de Tubarões


  •  Tudo


  •  Curta Mulheres


  •  O Nosso Amor A Gente Inventa


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